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A greve nacional dos bancários entra nesta sexta-feira em seu 25º dia ainda mais forte, em resposta à intransigência dos banqueiros, que nesta semana desrespeitaram mais uma vez a categoria, ao insistir em abono de R$ 3.500 e reajuste abaixo da inflação, de apenas 7%, proposta que foi rejeitada na mesa, mais uma vez, pela comissão bancária nacional de negociação. Até mesmo a rodada de negociações agendada para esta sexta-feira, 30, foi cancelada ontem pelos banqueiros.
A paralisação do sistema financeiro é por culpa exclusiva dos bancos, que apesar de faturarem lucros bilionários se negam a repassar a inflação dos últimos 12 meses aos salários dos bancários (9,62%), aumento real de 5%, garantia de emprego e melhorias nos tíquetes alimentação, PLR, auxílio creche e outras reivindicações básicas da categoria.
Na manhã desta sexta-feira (30), cerca d
e trinta funcionários do BB se reuniram na sede do sindicato para avaliar o movimento e definir estratégias para aumentar a greve dentro da empresa em Franca e Região. Em Santos (SP) a paralisação ganhou a adesão de comissionados do BB.
Já em Foz do Iguaçu (PR), uma decisão liminar, a Justiça do Trabalho (2ª Vara do Trabalho), NEGOU a concessão de interdito proibitório requerida INDEVIDAMENTE pelo Santander contra o Sindicato dos Bancários da cidade.
Ainda na manhã desta sexta-feira, 30, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) junto com outras centrais sindicais, realizaram uma ação de protesto em apoio à greve dos bancários, em Palmas (TO). O presidente do Sindicato dos Bancários do Tocantins, Crispim Batista Filho explicou que a intenção do movimento das centrais sindicais é chamar a atenção para todas as greves que acontecem neste momento no Estado.
“É um absurdo o momento que estamos vivendo. É caótico. No caso da greve dos bancários, as centrais sindicais querem pressionar os bancos para que eles apresentem uma proposta que atenda às reivindicações dos grevistas.
Para Gladir Basso, presidente da Federação dos Bancários do Paraná e do Sindicato de Cascavel e Região filiados a CONTEC, que vem participando de todas as rodadas de negociação do comando nacional com a Fenaban, em São Paulo, “essa intransigência e esse desrespeito dos banqueiros ao insistir em propostas que não repõem sequer a inflação do período, vem fazendo a indignação dos bancários aumentar, o que vem fortalecendo a greve nacional, demonstrando que a tentativa dos bancos de desmobilizar a categoria, tem fracassado ”.
Já no País a mobilização fechou mais de 13 mil agências e 29 centros administrativos. O número representa mais de 50% das agências de todo o Brasil.
São por essas razões que a greve dos bancários continua forte, paralisando o sistema financeiro em todo país. (Fonte: Contec)
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