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A proposta garante reposição integral da inflação pelo INPC mais 0,6% de aumento real, tanto em 2026 quanto em 2027, a ser aplicado aos salários e a todas as demais verbas econômicas, como vale-alimentação, vale-refeição, auxílio-creche/babá e Participação nos Lucros e Resultados (PLR), tanto na parcela básica quanto na adicional. Todos os direitos previstos atualmente na CCT também ficam preservados, e novas cláusulas sociais serão adicionadas (detalhes abaixo).
Ao longo de toda a Campanha Nacional Unificada, os bancos tentaram impor perda real nos salários da categoria. Mesmo na reta final das negociações, a Fenaban chegou à mesa estipulando perda real de até 1,99%. Foram sucessivas propostas rejeitadas pelo Comando Nacional antes que os bancos abandonassem o arrocho, aceitassem repor integralmente a inflação e, por fim, apresentassem aumento real. Na penúltima etapa da negociação, os índices de ganho real ainda estavam em 0,33% e 0,26% para 2026 e 2027. Somente após nova rejeição e continuidade da negociação a Fenaban chegou aos 0,6% para os dois anos sobre todas as verbas.
Durante a Campanha Nacional, os bancos não atacaram apenas os salários. Por dois meses, a Fenaban tentou romper a mesa única de negociação, congelar verbas, mexer na gratificação de função de caixas e, ainda, impor diferenciações entre regiões do país e entre os trabalhadores.
Em uma das propostas, que foi levada a Assembleias em todo o país em 17 de agosto, os banqueiros defendiam o congelamento do piso salarial, além de reajustes diferenciados entre os bancários, que seriam divididos por faixas salariais. A resposta da categoria foi contundente, rejeitando massivamente a tentativa de divisão. Em Porto Alegre e Região, a proposta foi rechaçada por mais de 97,5% dos votantes, que decidiram também por um dia de paralisação em resposta aos banqueiros. No dia 20 de agosto, os bancários realizaram uma grande paralisação, afetando agências e unidades bancárias em todo o Brasil.
Em Porto Alegre, o Sindicato mobilizou os trabalhadores para a paralisação, atingindo mais de 70% dos locais de trabalho, e realizou um ato na Praça da Alfândega, ampliando, junto aos demais sindicatos, a pressão sobre os bancos. Ao longo da Campanha, também foram promovidas plenárias, assembleias, atos de rua e reuniões nos locais de trabalho, mantendo a categoria informada sobre o andamento das negociações.
Nessa segunda-feira, 31 de agosto, o SindBancários realiza nova plenária para esclarecimentos e debate da proposta da Fenaban. A atividade acontece a partir das 18h30, em formato híbrido. Presencialmente, com direito à manifestação, no Auditório da Casa dos Bancários (R. General Câmara, 424 - 3º andar) e, para quem preferir, também virtualmente, por meio da plataforma Zoom.
Além do aumento real e da manutenção integral da Convenção Coletiva, a proposta inclui avanços em temas que estiveram na pauta da categoria durante a Campanha Nacional.
Foram acordadas ainda duas medidas, em casos de bancários demitidos devido ao fechamento de agências.
Uma delas é a contratação da Gi Group, consultoria que deverá realizar diagnóstico individual, oferecer qualificação e auxiliar na recolocação dos trabalhadores no mercado. Os bancários também terão acesso a uma plataforma de cursos e a um banco de talentos para aproximação com outras empresas.
A segunda medida é o aumento da indenização adicional, além do já previsto na CCT, conforme tabela:

Entre janeiro de 2015 e maio de 2026, os bancos fecharam 9,5 mil agências. E, somente no primeiro semestre de 2026, foram encerradas 669 agências no Brasil pelos maiores bancos do país.
Comando e Contraf-CUT orientam que todos bancários participem das assembleias que deliberarão sobre a proposta, e das plenárias prévias de esclarecimentos e debates da CCT.
A inflação (INPC) para a data-base dos bancários (1º de setembro) será divulgada no dia 11 de setembro, quando será possível definir qual será o reajuste total (INPC + 0,6% de aumento real) para salários e demais verbas em 2026.

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