©2012 Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Erechim e Região
Todos os direitos reservados
Avenida Maurício Cardoso, 335, Sala 202
CEP 99700-426 - Erechim - RS
Fonex/Fax: (54) 3321 2788
seeb@bancarioserechim.org.br



Instituições financeiras cobram altas taxas de juros e tarifas de serviço, mas investem aplicativos que dispensam atendimento presencial
O banco Santander é uma das cinco instituições financeiras que atuam no Brasil com os maiores lucros, que crescem ainda mais na crise e nesse período pós-golpe de 2016, em que aumenta também o desemprego e a miséria no país. As instituições privadas Santander, Itaú e Bradesco, lucraram juntas R$ 14,3 bilhões no 1º trimestre de 2018.
Ocorre que o Santander é um banco espanhol que possui sedes espalhadas pelo mundo, como é o caso do Brasil, e esse fator permite comparações de sua margem de lucro nas diversas regiões. Nos três primeiros meses de 2018, por exemplo, o Santander Brasil foi o responsável por 27% do lucro mundial do banco, se mantendo como a mais lucrativa, conforme já ocorreu no fechamento do balanço de 2017.
Um dos fatores mensuráveis sobre esse desempenho é o fato do banco cobrar 20 vezes mais dos clientes brasileiros nas taxas de empréstimos bancários. Na opinião de Everaldo Gornaski Ribeiro, bancário em Guarapuava e representante dos trabalhadores do banco da regional Pactu, na Comissão de Organização dos Empregados (COE) Santander Paraná, é porque o próprio sistema financeiro brasileiro também permite essa prática, através, principalmente, do spread alto, que tem como consequência essa prática abusiva do banco com juros, tarifas e taxas.
“O Santander mantém essa prática desde que chegou ao Brasil, sem responsabilidade com a sociedade e com o desenvolvimento econômico do país”, explica o dirigente sindical. “Com a justificativa do Banco Central regular o sistema financeiro para que as instituições financeiras não voltem a ‘falir’, permite a prática abusiva das instituições financeiras, criando um certo monopólio dos bancos. Não há uma política de Governo e do Banco Central que obrigue uma contrapartida da responsabilidade social dos bancos estrangeiros e principalmente do Banco Santander, que redireciona seus lucros, que poderiam ser investidos no Brasil, para a matriz espanhola”.
De acordo com o mais recente levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese), referente aos três primeiros meses de 2018, o lucro líquido do Santander nesse período foi de R$ 2,8 bilhões, crescimento de 25,4% em relação ao mesmo período de 2017. O impulsionamento das operações de crédito, que tiveram aumento de 21% para pessoas físicas no período de 12 meses, foi movido por empréstimos consignados (39%) e cartão de crédito (20%), principalmente, gerando arrecadação de R$ 113,7 bilhões para o banco no período. Da mesma forma, o banco teve arrecadação de R$ 4,1 bilhões com prestação de serviços e cobrança de tarifas bancárias, representando alta de 11,5% em um ano.
“É necessário que sociedade brasileira também se manifeste contrária aos abusos do banco espanhol, para que o Santander reduza suas taxas, tarifas e juros, tendo o banco a sua responsabilidade social com o a economia do Brasil, seus clientes e funcionários”, convoca Everaldo, indicando que uma das formas de se manifestar é denunciar irregularidades.
Nesse primeiro trimestre de 2018, o Santander aparece como o segundo conglomerado financeiro no ranking de reclamações do Banco Central, com índice de 25%, considerando o número de reclamações registradas pela ouvidoria do BC no período, no comparativo com o número de clientes da instituição. As reclamações consideradas procedentes, que podem ser consultadas aqui, incluem irregularidades nas operações de cartão de crédito, no internet banking, informações e ofertas inadequadas de produtos e serviços, débitos não autorizados e cobrança irregular de tarifas, justamente os serviços bancários que engordam o lucro da sede brasileira do Santander.
São esses os serviços também que não dependem necessariamente de atendimento presencial, os que o banco dedica sua publicidade para atrair novos clientes ou ainda a população que já é correntista, com cartazes que estimulam o acesso aos serviços bancários via aplicativo de celular, por exemplo.
Ainda que tenha como viés de atuação o internet banking, o Santander Brasil, pela outra via, também precariza as condições de trabalho dos funcionários, em diversas tentativas de implementar os termos da reforma trabalhista com a convenção coletiva dos bancários ainda em vigência. “A continuidade do desrespeito do banco Santander se concretiza com a desvalorização de seus funcionários, sobrecarga de trabalho e demissões. A diferenciação entre as matrizes do banco no mundo continua também no tratamento dado aos funcionários brasileiros. A matriz do Banco na Espanha reconhece o Comitê Europeu de trabalhadores do Banco Santander, mas não faz o mesmo com a rede de trabalhadores nas Américas e nem concebe a formação de uma rede mundial dos trabalhadores, que reivindica a assinatura de um Acordo Marco Global, onde se estabeleceriam padrões de igualdade de tratamento a todos os trabalhadores da empresa no mundo”, explica o dirigente.
Pior banco para trabalhar
Em pesquisa realizada pelo movimento sindical no Paraná, os bancários identificaram o Santander como o banco em que mais se pratica assédio moral, em que 32,4% dos trabalhadores confirmaram já terem sido vítimas, é também o local de trabalho em que mais bancários confirmaram o uso de remédio controlado (26,6%), e o banco em que é mais alto o índice de ameaça de punição ou demissão pelo não cumprimento de metas elevadas (37,77%), no comparativo com os bancos Itaú, Bradesco, Caixa e BB.
Spreads bancários
Os spreads bancários são a diferença entre o que os bancos pagam ao captarem recursos e o valor que cobram por um negócio, os juros da concessão de empréstimo para a população. Na última terça-feira, 05 de junho, uma audiência pública realizada no Senado debateu o tema, mas sob a ótica da regulação pelo Banco Central e na Comissão de Assuntos Econômicos, com atuação a favor da criação de um cadastro positivo, colocando nas costas do consumidor final a responsabilização pela alta dos spreads, reduzindo o problema à inadimplência e sem considerar práticas abusivas do mercado.
O movimento sindical bancário é contra o projeto de lei que torna obrigatória a participação de todos os consumidores no cadastro positivo (PLP 441/17, do Senado). Com a obrigatoriedade proposta pelo projeto, os gestores de bancos de dados terão acesso a todas as informações sobre empréstimos quitados e obrigações de pagamento que estão em dia. E é essa a defesa no contexto da audiência pública realizada, que não teve a participação de trabalhadores. Com a alteração, todos os consumidores brasileiros que possuem CPF passam a fazer parte automaticamente do cadastro, um banco de dados operado pelo SPC Brasil, com informações sobre o histórico de pagamentos realizados pelos consumidores.
Fonte: Fetec-CUT/PR
01 SET Anaelir M Roman Banrisul
01 SET Setembrina T W Neetzow Banco do Brasil
02 SET Diego Francisco Pulga Banrisul
03 SET Jandir Ferla Santander
03 SET Marcia Brusamarello Banrisul
04 SET Sandra da Canal Caixa Federal
04 SET Volmir J Ambrosio Banrisul
05 SET Carlos M Albertoni Caixa Estadual
05 SET Marisa V Pereira Banco Brasil SA
05 SET Simone de Souza Schweizer Santander
06 SET Adelmir Marafon Banrisul
06 SET Isaque Sguarezi dos Santos Banrisul
07 SET Ricardo Debastiani Bradesco SA
08 SET Alencar Incerti Banrisul
08 SET Mauro Brandão Caixa Federal
09 SET Ademir R Zago Banco do Brasil
10 SET Ademir A Cerutti Caixa Federal
10 SET Carla Ducatti Banrisul
11 SET Carlos E Pasqualotto Banco do Brasil
11 SET Evandro L Noveli Banrisul
11 SET Julmar P Kubiak Caixa Federal
11 SET Linor P Klein Banco do Brasil
12 SET Luan Schuster Banco Brasil
12 SET Miraci Mocelin Banco do Brasil
12 SET Odilon P Petry Banco do Brasil
12 SET Paulo R De Souza Banrisul
12 SET Tagor L Detoni Caixa Federal
13 SET Antonio Biduchi Banco do Brasil
13 SET Wilson Gurski Banrisul
15 SET Alisson Schafer Hartmann Itaú SA
15 SET Guiomar F Zago Banrisul
15 SET Ivete T De Mello Bradesco SA
15 SET Maria D R Smaniotto Banrisul
16 SET Bibiana Bleil Bradesco
16 SET Gervasio Finck Banco do Brasil
16 SET Giana P Brendler Banco do Brasil
16 SET Patricia R D Polis Caixa Federal
17 SET Nelson L Arsego Banrisul
18 SET Eliane Luiza Odia Banrisul
18 SET Idalice S C Martinazzo Banco Brasil SA
18 SET Vinícius Ongaratto Bradesco SA
19 SET Angela P da Roza Zin Caixa Federal
19 SET Carla Janaina Magdanz Banrisul
19 SET Vanderlei C Bertuol Caixa Federal
20 SET Ademir A Argenta Banco do Brasil
20 SET Felipe Eduardo Oleksinski Banrisul
20 SET Renato Brendler Caixa Federal
21 SET Abrelino Santin Santander
21 SET Loreni A Pergher Banrisul
22 SET Juarez Antonio Gomes Banco do Brasil
22 SET Laurindo A Fiabane Banrisul
23 SET Claudete P Da Silva Banrisul
24 SET Natalino L Neves Banrisul
24 SET Paulo J G Vastrinche Banrisul
24 SET Paulo R Rohenkohl Caixa Federal
25 SET Alceu P Costa Banrisul
25 SET Ervino J Farina Banco do Brasil
25 SET Rene A G Guimaraes Banrisul
26 SET Edna E V Miola Banrisul
26 SET Marcos A Madalozzo Banrisul
27 SET Izabel Coghetto Banrisul
28 SET Bruno G Cavalcanti Banrisul
28 SET Jose A De Oliveira Banrisul
28 SET Oneide F T Cantelli Caixa Estadual
29 SET Daniel Soares Martins Itaú
30 SET Elton Carlos Ritter Caixa Federal
Sexta-Feira, 18/09
18/09
19/09
20/09
©2012 Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Erechim e Região
Todos os direitos reservados
Avenida Maurício Cardoso, 335, Sala 202
CEP 99700-426 - Erechim - RS
Fonex/Fax: (54) 3321 2788
seeb@bancarioserechim.org.br
Municípios da Base: Erechim, Aratiba, Áurea, Barão do Cotegipe, Barra do Rio Azul, Barracão, Benjamim Constant do Sul, Cacique Doble, Campinas do Sul, Carlos Gomes, Centenário, Cruzaltense, Entre Rios do Sul, Erebango, Erval Grande, Estação, Floriano Peixoto, Gaurama, Getúlio Vargas, Ipiranga do Sul, Itatiba do Sul, Jacutinga, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Marcelino Ramos, Mariano Moro, Paim Filho, Paulo Bento, Ponte Preta, Quatro Irmãos, São José do Ouro, São João da Urtiga, São Valentim, Severiano de Almeida, Três Arroios, Viadutos, todos no Estado do Rio Grande do Sul.