©2012 Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Erechim e Região
Todos os direitos reservados
Avenida Maurício Cardoso, 335, Sala 202
CEP 99700-426 - Erechim - RS
Fonex/Fax: (54) 3321 2788
seeb@bancarioserechim.org.br



Taxa média cobrada no País é de 436% ao ano, 10 vezes maior que no vice-líder Peru
No ranking das maiores taxas de juros da América Latina, o Brasil ganha disparado. Um levantamento feito pela Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – com seis vizinhos latinos mostra que a taxa cobrada no rotativo do cartão de crédito é 10 vezes maior no Brasil que no segundo colocado, que é o Peru. Lá, os juros médios cobrados do consumidor que entra no rotativo do cartão são de 43,7% ao ano, contra 436% no Brasil.
Taxa do rotativo pode chegar a 1.158% ao ano
Na Argentina, onde a inflação está na casa de 40% ao ano, os juros cobrados no rotativo do cartão de crédito são de, no máximo, 43,29% ao ano, segundo os dados da Proteste. Já na Venezuela, que vive uma intensa crise econômica, há limites máximos estabelecidos: o juro no cartão não pode ultrapassar 29% ao ano. “Aqui no Brasil é praticamente impossível pagar o rotativo do cartão. Mesmo sendo um crédito pré-aprovado, não deveria haver taxas tão abusivas”, afirma a economista da Proteste, Renata Pedro, responsável pelo levantamento.
Ela conta que, no levantamento, encontrou taxas que chegaram a 1.158% ao ano. Nesse caso, calcula a economista, um consumidor que tiver uma fatura de R$ 1 mil e resolver pagar apenas o valor mínimo de 15%, no fim de 12 meses terá uma dívida de R$ 10 mil. “Não dá para entender como podem cobrar uma taxa tão discrepante (já que a Selic, que é a taxa básica de juros, está em 14% ao ano).”
O levantamento da Proteste avaliou 181 cartões de 17 bancos ou operadoras. Vários questionários foram enviados às instituições financeiras, mas apenas quatro responderam. “Começamos a ligar e pesquisar na internet. Em alguns casos, chegamos a contratar os cartões para saber quanto cada banco cobrava efetivamente”, afirma Renata. Nos demais países, como há uma regulamentação sobre a cobrança, as taxas dos cartões estão disponíveis em sites.
Em nota, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) afirma que, no Brasil, a maioria das transações com cartão de crédito não tem juros, pois os brasileiros financiam suas compras por meio do parcelado sem juros. Além disso, 85% pagam a sua fatura em dia e apenas um entre dez usa o crédito rotativo. E, quando entra nessa situação, fica em média 12 dias.
Falta de concorrência. Dentre os vários fatores que podem explicar o porquê de o Brasil ter taxas de juros tão altas ao consumidor no cartão de crédito em relação a seis países da América Latina, a mais plausível é a falta de concorrência entre as instituições financeiras.
A opinião é da economista da Proteste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) e responsável pelo levantamento sobre juros no cartão em países da América Latina, Renata Pedro. “Aqui, as instituições cobram o que querem. Não há justificativa para taxas tão elevadas.”
Nas instituições, os argumentos variam do risco de inadimplência aos penduricalhos que elevam o custo dos bancos, como a carga tributária.
Segundo dados do Banco Central (BC), a taxa de inadimplência do rotativo do cartão de crédito, em atrasos de 15 a 90 dias, estava em 15,7% em setembro - 2,3 pontos porcentuais menor que em igual período do ano passado. No ano, entretanto, houve uma alta de 0,3 ponto porcentual. Nesse mesmo período, o uso do rotativo do cartão subiu 17,4% em 12 meses e 12,8% no ano.
Na avaliação da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), a análise comparativa de cartões precisa levar em conta a forma como o produto é usado em cada país.
Enquanto no Brasil há o parcelamento sem juros no cartão de crédito, nos outros países, esse tipo de transação é a menor parte, e as pessoas usam o crédito rotativo para financiar suas compras.
Para Renata, no entanto, a “invenção” do pagamento mínimo que existe no Brasil é uma armadilha que induz o consumidor a entrar na dívida.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Diretoria Executiva da CONTEC
©2012 Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Erechim e Região
Todos os direitos reservados
Avenida Maurício Cardoso, 335, Sala 202
CEP 99700-426 - Erechim - RS
Fonex/Fax: (54) 3321 2788
seeb@bancarioserechim.org.br
Municípios da Base: Erechim, Aratiba, Áurea, Barão do Cotegipe, Barra do Rio Azul, Barracão, Benjamim Constant do Sul, Cacique Doble, Campinas do Sul, Carlos Gomes, Centenário, Cruzaltense, Entre Rios do Sul, Erebango, Erval Grande, Estação, Floriano Peixoto, Gaurama, Getúlio Vargas, Ipiranga do Sul, Itatiba do Sul, Jacutinga, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Marcelino Ramos, Mariano Moro, Paim Filho, Paulo Bento, Ponte Preta, Quatro Irmãos, São José do Ouro, São João da Urtiga, São Valentim, Severiano de Almeida, Três Arroios, Viadutos, todos no Estado do Rio Grande do Sul.