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Banrisul se esquiva e não apresenta evolução nas negociação sobre cláusulas sociais

Campanha Nacional | 24/07/2026
 

O Banrisul não apresentou nenhum retorno efetivo às demandas dos bancários na segunda mesa de negociação da campanha salarial, que ocorreu nesta quarta-feira (22), na sede do SindBancários Porto Alegre. A mesa tratou de cláusulas sociais, especialmente saúde, segurança e protocolos preventivos para calamidades.

“O banco não efetivou nenhuma possibilidade real de avanços, mas continuaremos os debates na semana que vem”, afirmou a diretora da Federação dos Bancários (Fetrafi-RS) e coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE), Raquel Gil.

Em alguns pontos da minuta apresentada pelos empregados, o Banrisul entende que precisa aguardar desdobramentos da mesa da Fenaban, principalmente no que diz respeito às questões de segurança bancária. Além disso, o banco descartou algumas cláusulas de saúde sob a alegação que já estariam cumprindo o que prevê a legislação, com programas de prevenção às doenças relacionadas ao trabalho.

Raquel Gil reforçou em mesa que todos os dias chegam relatos de assédio moral e adoecimento mental aos sindicatos ligados à Fetrafi-RS. “Temos dados. Isso é um grito de alerta e temos que ouvir, porque as denúncias só chegam após uma trajetória de assédios”, ressaltou.

Também coordenador da COE, o presidente do SindBancários, Luciano Fetzner, destacou que o nexo causal que aponta o adoecimento mental por conta do trabalho é comprovado na categoria bancária e que está em curva ascendente no Banrisul.

Em mesa, foi cobrada a criação de um protocolo conjunto, entre movimento sindical e banco, que complemente o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), ajudando a identificar precocemente e, assim, combater o adoecimento dos banrisulenses.

Apesar de o banco ter adotado uma postura defensiva, todos esses pontos devem ser retomados em uma mesa específica de saúde, já marcada para a manhã do dia 5 de agosto.  

Sobre emprego e condições de trabalho, a COE ainda cobrou dos representantes do Banrisul o fim dos fechamentos e fusões de agências e o fim das terceirizações, valorizando o quadro de funcionários da empresa. Também foram solicitados novos chamamentos do concursos vigentes, e a realização de um novo concurso para escriturários imediatamente após o encerramento da vigência do atual, no início de 2027. 
Na próxima semana, as negociações abordarão as cláusulas econômicas da minuta apresentada ao Banrisul. “Esperamos fechar o mês de julho tendo repassado toda a nossa pauta de reivindicações e adentrarmos agosto já cobrando propostas e retornos efetivos do Banrisul”, aponta Fetzner. As demandas relacionadas à Cabergs e Fundação Banrisul também ficaram de ser abordadas na próxima rodada, marcada para a tarde da próxima quarta-feira (29).

Cobrança sobre vale-transporte

Antes da mesa de negociação, a COE Banrisul cobrou do banco um posicionamento sobre o pagamento de vales-transporte para os colegas que precisam se deslocar entre municípios.
O Banrisul paga em dinheiro uma ajuda de custo aos colegas que residem em uma cidade e trabalham em outra de difícil acesso, seja pela pouca frequência ou ausência de transporte coletivo. Entretanto, os valores são pagos por uma tabela de cálculo baseada em quilometragem que não tem correspondido à realidade em muitos dos casos relatados aos sindicatos.

Os representantes do banco não souberam indicar se os valores cobrem os custos de deslocamento total de todos os empregados nessa situação e nem se houve e quando teria sido o último reajuste na tabela, implementada em 2019. Esses retornos devem ser apresentados em duas semanas.

O movimento sindical reforça a importância de se manter a mobilização da Campanha Nacional Unificada dos Bancários para pressionar o Banrisul e demais bancos a avançarem nas negociações e renovarem os acordos coletivos antes do dia 1º de setembro. Mobilize-se! Use a camiseta da campanha, acompanhe as redes sociais do Sindicato e da Federação e dê um cartão vermelho para o assédio, metas abusivas e sobrecarga de trabalho!

 

Texto: Aline Adolphs/ SindBancários

Fotos: Thayssa Kruger/ Fetrafi-RS


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