• 05 de junho de 2019, 10:07
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Transferência de pessoal é mais uma ação para enfraquecimento da Caixa


A pressão sobre os trabalhadores é mais uma das medidas que prejudica e enfraquece o banco público. A Fenae estuda alternativas para assegurar o respeito aos direitos dos empregados

A transferência de empregados de áreas meio da Matriz da Caixa Econômica Federal para agências do banco até em outros estados é mais uma medida que visa o enfraquecimento da instituição, na avaliação da Fenae. Desde janeiro, a Caixa vem sofrendo um processo de precarização, simbolizado principalmente pela venda das áreas mais rentáveis, como a de cartões e seguros. “Essa política de pressão e chantagem com os trabalhadores faz parte do processo de desmonte do banco”, afirma Jair Pedro Ferreira, presidente da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa). A entidade está estudando alternativas, inclusive judicial, para assegurar que os direitos dos trabalhadores não sejam desrespeitados.

O plano de realocação de pessoal da Matriz foi lançado na quinta-feira (30), sem qualquer diálogo com as representações dos empregados e faltando poucos dias para o encerramento do prazo para adesão ao Programa de Demissão Voluntária (PDV), previsto para sexta-feira (7). Na avaliação das entidades representativas dos trabalhadores da Caixa, o programa de realocação foi elaborado sem considerar os impactos que trará nas áreas envolvidas.

“O que tem ocorrido nos últimos anos é um encolhimento cada vez maior do banco. O número de empregados caiu de 101 mil (2014) para 84 mil (2018).  Diminuiu o número de trabalhadores, a direção do banco anuncia que vai vender ativos e outras áreas rentáveis do banco, e não vai demorar muito para fechar agências. Não podemos admitir que continue esse ataque a uma empresa que tem mais de 150 anos de história, que sempre contribuiu para o desenvolvimento econômico e social do país. É um desrespeito com a sociedade e com seus trabalhadores”, enfatizou Jair Pedro Ferreira.

A representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano, também criticou a medida. “Com esse novo PDV, teremos em torno de 20 mil pessoas a menos. Não adianta desvestir um santo para vestir outro. Essas estratégias paliativas poderão simplesmente servir de justificativa para ampliar terceirização e fechamento de agências”, explica. Para ela, a solução está na contratação adequada, no investimento em tecnologia e em otimização de processos, e na valorização da função pública da Caixa.

Em videoconferência, realizada nessa segunda-feira (3), pela manhã, a direção do banco anunciou que serão afetados pela realocação para agências cerca de 1.050 empregados sem função ou com a gratificação já incorporada ao salário. (Fonte: Fenae)


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