


Os trabalhadores com ensino médio completo ou escolaridade superior tiveram em 2015 perda salarial proporcionalmente maior do que as pessoas com menos anos de estudo, nas seis maiores regiões metropolitanas. (Bruno Villas Boas)
Com a oferta de emprego mais restrita na crise, os profissionais com mais instrução aceitaram salários mais baixos e funções de menor qualificação para conseguir novo trabalho, dizem economistas.
Segundo dados da pesquisa de emprego do IBGE, o rendimento real (que desconta a inflação) dos ocupados com 11 ou mais anos de estudos recuou de R$ 2.884 em 2014 para R$ 2.747 no ano passado, queda de 4,8%.
Essa perda superou -em termos absolutos e proporcionais- a dos ocupados sem instrução ou menos de oito anos de estudos, que foi de 2,8%, para R$ 1.252. E também foi maior que a dos trabalhadores com oito a dez anos de estudo -baixa de 3,2%, para R$ 1.371.
Segundo Thiago Xavier, economista da Tendências, o fato de a crise ser prolongada -pode ser uma das mais longas e intensas recessões já documentadas no país- estaria gerando uma subalocação da força de trabalho.