• 03 de janeiro de 2017, 09:35
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Tarifas ajudam bancos a compensar recuo do crédito

Bancos vivem de receber e emprestar dinheiro, mas não só. As grandes instituições financeiras do país têm tentado mostrar a investidores que o crédito já não é a principal fonte de lucro delas. (Tássia Kastner)

Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, mostrava a acionistas durante reunião em novembro que a maior parte do retorno ao investidor vinha de serviços e tarifas, como a de manutenção de conta-corrente, seguros e investimentos em fundos.

E com a vantagem de que esse segmento é mais estável durante crises. Pessoas deixam de pegar empréstimo se estão endividadas, mas dificilmente fecham a conta.

No último ano, os empréstimos recuaram. Ao mesmo tempo, os bancos elevaram tarifas de manutenção de conta e estimularam a migração de clientes para segmentos de alta renda -e, consequentemente, a adquirir novos produtos.

"O mercado ainda olha o Itaú muito como uma empresa de crédito. Temos sim uma carteira de crédito enorme, na casa dos R$ 600 bilhões, e queremos continuar crescendo. Mas nós temos outro negócio, de serviços e seguros, que não está sujeito ao mesmo ciclo do crédito", disse o banqueiro à época.

Discurso semelhante foi adotado pelo Bradesco, enquanto o Banco do Brasil afirmou que começa a vislumbrar um cenário de menor dependência do crédito.
Com a reabertura do mercado para emissão de títulos de dívida das empresas, o banco ganharia mais prestando esse serviço, e companhias não precisariam se financiar tanto via empréstimos, disse Paulo Caffarelli, presidente do BB, a investidores.

"Nós sempre olhamos o banco como um mix diversificado de fonte de resultados. Um terço vem do crédito, um terço da seguradora e outro terço da parte de serviços, que engloba consórcios, cartões", diz Carlos Firetti, diretor de relações com o mercado do Bradesco.

Cálculos feitos pela Folha mostram que, apesar do crescimento do ganho com tarifas e serviços -que supera os 10% entre setembro do ano passado e deste ano-, o crédito ainda é a principal fonte de receitas dos bancos trazida por correntistas e empresas (veja quadro). A conta desconsidera aplicações no mercado financeiro e outras eventuais fontes de ganho.

Ao longo do tempo, a participação de receitas de serviços no faturamento dos bancos oscila, mas não ultrapassa os 30%.
E o crédito pode ser menos rentável que serviços por causa dos custos de captação e da reserva para proteger o banco em caso de calotes.

"Você precisa do empréstimo para oferecer todas as outras coisas. Mas, se comparamos o modelo de banco hoje com o de 50 anos atrás, ele mudou. O modelo hoje é o de ter uma prateleira completa de serviços, que é o que os clientes querem", afirma Angel Santodomingo, diretor financeiro do Santander.

CRISE
Apesar de os bancos afirmarem que a diversificação de receitas é uma estratégia de negócio, o movimento fica mais evidente em períodos de crise, quando a oferta de crédito encolhe.

"Esse ciclo de substituição de receita não é pontual. Em outras crises, os bancos fizeram a mesma coisa. Ganham em tarifas e título público [investindo o dinheiro que não emprestaram]", afirma Claudio Gallina, executivo da área de instituições financeiras da Fitch.

"A retomada do crédito é parte importante da nossa operação e é importante no relacionamento com o cliente, mas depende também da retomada da economia", afirma Firetti, do Bradesco. (Fonte: Folha.com)


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