• 26 de maio de 2017, 10:02
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SindBancários e Fetrafi-RS promovem ato em defesa do Banrisul no dia 2/06

 
Mobilização é permanente em defesa do banco público
 
 

O dia 28 de maio de 2002 é um desses marcos em que escrevemos na nossa história uma vitória na defesa do Banrisul público. Foi neste dia que a Assembleia Legislativa aprovou por unanimidade a PEC 94/98.  Depois de muita luta, os banrisulenses impediram que qualquer governo de plantão venda a instituição sem consulta pública ou plebiscito.

A mobilização naquela época, respondia a uma ameaça real. O governo Britto assumir no final dos anos 1990 com programa de privatizações que incluía o Banrisul. Britto deixou o governo e só não vendeu o Banrisul porque a nossa força impediu.

Há 15 anos conseguimos uma salvaguarda que repercute ainda hoje nas nossas lutas. Se não fosse a alteração do Artigo 22 da Constituição Estadual, o Banrisul provavelmente não seria mais público.

O atual governo do Estado tenta desde que assumiu criar condições para vender empresas públicas. O Banrisul sempre esteve e segue na mira. A venda de empresas públicas agora seria para fazer um acordo de rolagem de dívida do Estado com a União.

O Regime de Recuperação Fiscal é uma falácia do governo Temer. Propõe que os estados endividados fiquem três anos sem pagar a dívida com a União. E o preço disso? É o aumento da dívida pública para que os trabalhadores e o povo gapucho paguem juros da dívida para grandes banqueiros nacionais.

Há alternativas para tirar o Rio Grande da crise sem vender um alfinete. Basta que o governo Sartori cobre créditos da Lei Kandir e se disponha a negociar um encontro de contas.  O Rio Grande do Sul deveria para a União cerca de R$ 50 bilhões, mas teria créditos da ordem de R$ 45 bilhões para receber. Ora, basta vontade política para reduzir a dívida de R$ 50 bilhões para R$ 5 bilhões.

O que queremos deixar claro aos Banrisuilenses é que o Banrisul ainda corre risco. O governo do Estado pode, até 15 de novembro, chamar o plebiscito. O Banrisul não estaria incluído, mas pode fazer parte do pacotaço de privatizações, pela força de um canetaço.

Por isso, a sexta-feira, 2/6, será um dia muito importante para os Banrisulenses. Vamos para a Praça da Alfândega, em frente ao Banrisul, reafirmar que a nossa luta em defesa do Banrisul público é permanente. A concentração começa às 10h da manhã. É tempo de abraçar a luta e construir uma mobilização permanente em defesa do Banrsiul público.

A hora é de mais uma demonstração de força e de enterrar de vez as ameaças ao Banrisul.

#OBanrisuléNosso

Ato de mobilização permanente em Defesa do Banrisul público

15 anos da aprovação da PEC que exige plebiscito para vender ou federalizar o Banrisul

Se eles não desistem de entregar o Banrisul para grandes bancos, nós não desistiremos de defendê-lo jamais.

Concentração a partir das 10h.

Sexta-feira | 2/6 | Meio-dia | Praça da Alfândega em frente à Agência Central do Banrisul, no Centro Histórico de Porto Alegre

Deixem a gente trabalhar em paz para fortalecer o nosso banco público

Não foi fácil a luta que culminou com uma vitória histórica dos Banrisulenses na Assembleia Legislativa em 28 de maio de 2002. Foi nesta data que os 51 deputados estaduais presentes à sessão histórica aprovaram por unanimidade a PEC 94/98. Foram quatro anos de lutas, muita mobilização até a chegada daquele dia histórico que garantiu ao Banrisul a salvaguarda de ser vendido somente por consulta popular, o plebiscito, e que completa 15 anos.

A mobilização total iniciara em abril de 2002. Banrisulenses, dirigentes sindicais percorreram os corredores da Assembleia Legislativa para sensibilizar deputados a aprovarem a PEC. Era preciso alterar o artigo 22 da Constituição Estadual e transformar o Banrisul em um patrimônio dos gaúchos e gaúchas. O SindBancários não poupou esforços na época.

Atos de mobilização e até um acampamento na Praça da Alfândega debaixo de muita chuva ajudaram a sensibilizar os deputados estaduais. Os Banrisulenses iam nos gabinetes, conversavam com deputados e se reuniam para somar os votos de compromisso com a aprovação da PEC.

Valeu a pena porque, mesmo depois da salvaguarda, o Banrisul sofreu inúmeros ataques de governos de plantão privatistas. A todos houve resistência e bravura. E o banco resistiu público e nosso!

O Banrisul é lucrativo, um banco que ajuda o Estado a se desenvolver. Investe na agricultura e está em municípios que outros bancos públicos e privados não acham lucrativo ter agência. Por isso, haverá sempre um banqueiro internacional ou brasileiro de olho na nossa joia da coroa.

Este ano os Banrisulenses voltaram à luta para defender o Banrisul. Lutamos na Assembleia Legislativa e conseguimos 24 assinaturas de deputados estaduais. Ajudamos a consolidar a Frente Parlamentar em Defesa do Banrisul Público. Colegas vestiram o azul da nossa luta em suas agências e locais de trabalho e seguem mobilizados.

No dia 22 de março, o Teatro Dante Barone na Assembleia, foi palco de mais um ato histórico. Instalamos a Frente Parlamentar e pintamos de azul mais um capítulo da história da defesa do Banrisul público.

Por isso é importante que os Banrisulenses participem do Ato em Defesa do Banrisul Público em 2 de junho.

Tirem as mãos do nosso Banrisul e deixem a gente trabalhar em paz!

Leia o que diz o artigo 22 da Constituição Estadual

Art. 22. Dependem de lei específica, mediante aprovação por maioria absoluta dos membros da Assembleia Legislativa: (Redação dada pela Emenda Constitucional n.º 2, de 30/04/92)

2.º Especialmente no caso das Sociedades de Economia Mista Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. e Companhia Riograndense de Saneamento a alienação ou transferência do seu controle acionário, bem como a sua extinção, fusão, incorporação ou cisão dependerá de consulta popular, sob a forma de plebiscito. (Incluído pela Emenda Constitucional n.º 31, de 18/06/02)

*Imprensa/SindBancários
 
 

 


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