• 26 de abril de 2016, 09:35
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Setor bancário fecha 2.454 postos de trabalho no primeiro trimestre de 2016

Doze estados apresentaram saldos negativos. Os maiores cortes foram em São Paulo e Rio de Janeiro. Os estados com saldos positivos foram Pará e Pernambuco

25/04/2016

De acordo com a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), divulgada nesta segunda-feira (25) pela Contraf-CUT, nos três primeiros meses de 2016, houve fechamento de 2.454 postos de trabalho nos bancos em todo o país. Os estados com mais postos fechados foram São Paulo e Rio de Janeiro.  A análise por setor de atividade econômica demonstra que os “Bancos múltiplos, com carteira comercial”, CNAE que engloba grandes instituições como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil, juntamente com a Caixa Econômica Federal, foram os principais responsáveis pelo saldo negativo.

“A redução dos postos de trabalho bancário continua. Estamos aguardando o resultado do primeiro semestre para avaliar o que os bancos estão pretendendo e depois planejar nossas ações. Se houver qualquer desaceleração nos seus lucros, os bancários é que vão pagar o pato”, avaliou o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten.

Entre janeiro e março de 2016, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED, os bancos brasileiros fecharam 2.454 postos de trabalho no Brasil, sendo 1.671 postos fechados, apenas no mês de março.

Doze estados apresentaram saldos negativos de emprego. Os maiores cortes ocorreram em São Paulo, com 1.613 cortes (65,7% do total) e no Rio de Janeiro, com 570 cortes (23,2%). Os estados com maiores saldos positivos foram Pará e Pernambuco, com geração de 89 e 71 novos postos de trabalho bancário, respectivamente. Apenas as regiões Norte e Nordeste apresentaram saldo positivo de janeiro a março desse ano.

A análise por Setor de Atividade Econômica revela que os Bancos Múltiplos com Carteira Comercial fecharam 2.035 postos de trabalho. Desse total, a Caixa respondeu pelo corte de 449 postos.

Desigualdade entre Homens e Mulheres

As 2.855 mulheres admitidas nos bancos nos três primeiros meses de 2016 receberam, em média, R$ 3.050,52. Esse valor corresponde a 76,5% da remuneração média auferida pelos homens contratados no mesmo período (de R$ 3.986,98).

A diferença de remuneração entre homens e mulheres é mais acentuada no desligamento. As mulheres que tiveram o vínculo de emprego rompido nos bancos em janeiro e março recebiam R$ 5.428,21, o que representou 70,3% da remuneração média dos homens que foram desligados dos bancos no mesmo período, que foi de R$ 7.722,68.

Faixa Etária

Os bancários admitidos no período analisado concentraram-se na faixa até 29 anos, com saldo positivo de 1.527 postos. Por sua vez, nas faixas acima dos 30 anos o saldo foi negativo em 3.981 postos de trabalho.

Confira aqui tabelas e gráficos da pesquisa.

 

 

Fonte: Contraf-CUT e Dieese


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