• 16 de setembro de 2016, 11:01
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Sem avanço nas negociações, greve dos bancários segue firme em todo País


Agência do Bradesco em Cascavel

Face à intransigência dos banqueiros - que na quinta-feira foram para a reunião de negociação com o comando nacional bancário sem apresentar nova proposta, insistindo na proposta ofertada anteriormente, a greve dos bancários entra nesta sexta-feira em seu décimo dia nos principais centros do País e no novo dia na base do Sindicato de Cascavel.

No País, o movimento paredista tende a se fortalecer ainda mais com a teimosia dos banqueiros. Agora já são 12.608 agências paralisadas, representando 54% das agências de todo o Brasil. Na base do Sindicato de Cascavel, são 61 unidades fechadas em Cascavel, Ubiratã, Santa Tereza do Oeste, Cafelândia e Corbélia.

Na reunião de quinta-feira, a Fenaban inisistiu no reajuste de 7% mais abono de R$ 3.300,00, além de PLR nos moldes da última convenção coletiva de trabalho. Os bancários reivindicam reajuste com base no INPC dos últimos doze meses (9,62%) mais 5% de aumento real.

Os banqueiros disseram na rodada de quinta-feira, que avanços teriam que ser trabalhados dentro do modelo da proposta atual, que seria índice + abono. A Fenaban insistiu que a economia passa por um momento de transição muito delicado e na visão dos banqueiros o que se tem até agora é o mais adequado em relação à expectativa de inflação futura.

Os dirigentes bancários deixaram claro na mesa que empregadores e empregados estão falando "línguas diferentes", pois não há o menor espaço para negociação com índice abaixo da inflação, isto nem estaria em discussão, caberia apenas negociação do ganho real, fato este que está bem claro nas reivindicações da categoria.

Os representantes dos bancários demonstraram claramente na mesa sua indignação devido à abordagem da Fenaban, uma vez que para o sistema financeiro sequer há crise, bastando para comprovar isso a verificação dos altos lucros auferidos aos bancos anualmente.

Durante as tratativas, Gladir Basso, presidente da Federação dos Bancários do Paraná e do Sindicato dos Bancários de Cascavel e Região, insistiu que "estranhamos que o sistema financeiro venha novamente para a mesa de negociações com este modelo, quando categorias econômicas que tiveram desempenho extremamente abaixo dos bancos negociaram índices bem mais elevados que a inflação e os bancos insistem neste modelo que já foi rejeitado na mesa em duas oportunidades".

Ainda segundo Gladir, as negociações não são para discutir "inflação futura", o que passou e já se perdeu está quantificado no índice de inflação, o qual deve ser reposto e não negociado.

Durante toda a negociação ficou claro que a Fenaban foi para as negociações com um discurso inverso do que os bancos dizem para a imprensa. O próprio Gladir Basso mencionou na mesa declarações feitas recentemente pelo presidente da Febraban, Murilo Portugal, de que "a crise não afetou o sistema financeiro", entretanto, neste momento a representação da Fenaban nas negociações se apresenta dizendo o contrário.

GREVE CONTINUA
Diante de intransigência dos banqueiros, o comando nacional orienta que a greve deverá ser mantida e fortalecida a partir de agora. “Ficou claro nas negociações que não acontecerão avanços sem a real sensibilização dos banqueiros através de uma demonstração única de união de toda a categoria bancária”, sustenta o comando nacional bancário. (Fonte: Seeb Cascavel - Fotos: Jaime Scussiatto)

A greve dos bancários entra nesta sexta-feira no nono dia na base do Sindicato de Cascavel

 


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