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No aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho 2014/2015, ficou definido que até o dia 15 de dezembro deste ano seria debatida no GT, instância formada por representantes da empresa e dos trabalhadores, uma proposta de metodologia de utilização do superávit. Após a assinatura do ACT, foram realizadas duas reuniões (30/10 e 24/11), mas não houve avanços nas discussões, porque os números apresentados pela Caixa foram insuficientes. No dia 30, inclusive, o clima foi de tensão, já que o gestor do plano, Emerson Martins Garcia, teve um entendimento equivocado a respeito do que foi acordado na campanha salarial desse ano.
A reivindicação do movimento nacional dos empregados é para que todos os dados relativos a receitas e despesas do Saúde Caixa, desde a época em que o plano foi criado, em junho de 2004, sejam apresentados mês a mês. O pedido foi feito na reunião da última segunda-feira (24), mas a Caixa afirmou que não os disponibilizou porque são valores contábeis, posição que foi contestada pelos representantes dos trabalhadores no Grupo de Trabalho.
Na mesa de negociação permanente, os representantes da Caixa ficaram de avaliar com a área responsável, a possibilidade de oferecer os números detalhados em um prazo de 10 dias. "Essa demanda já havia sido apresentada antes de acontecer a primeira reunião do GT Saúde. A Caixa está descumprindo o que foi negociado em mesa. Desse jeito, vamos entrar 2015 sem cumprir essa cláusula tão importante do nosso acordo coletivo”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa – Contraf/CUT, Fabiana Matheus, que também é diretora de Administração e Finanças da Fenae.
Fabiana lembra ainda que, desde 2009, a Caixa não repassa as informações atuárias ao Conselho de Usuários, o que impede de planejar o futuro do plano de saúde dos empregados da Caixa. Os relatórios repassados anteriormente estavam incompletos e o banco não complementou as informações.
A nota de repúdio entregue nesta sexta-feira destaca que "o respeito aos dois colegiados (GT Saúde e Conselho de Usuários) e a transparência nos debates são fundamentais para assegurar o acompanhamento da gestão do plano de saúde, sempre com o objetivo principal de fortalecer o Saúde Caixa”.
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Reestruturação da Gipso
Durante a reunião da mesa de negociação permanente, a CEE/Caixa – Contraf/CUT cobrou mais uma vez esclarecimentos sobre a reestruturação da Gerência de Programas Sociais (Gipso). Os interlocutores do banco admitiram, pela primeira vez, que o processo está em curso e que deve ser concluído até o fim de janeiro de 2015.
Segundo a Comissão, empregados têm se queixado que não estão conseguindo realocação nas unidades ou filiais. A Caixa alegou que o problema não procede e que será assegurada ao trabalhador a permanência no município em que estiver lotado, exceto quando a transferência for solicitada pelo próprio empregado.
Os membros da CEE/Caixa – Contraf/CUT defenderam o respeito aos direitos dos trabalhadores e que não haja redução de salários dos empregados da Gipso. Eles lembraram que, desde maio, a Comissão cobrou na mesa informações sobre a reestruturação da Gerência, mas o banco alegava não ter informação sobre mudanças. "A falta de transparência gera insegurança. Se a Caixa tiver novas reestruturações, esperamos ser informados”, disse Fabiana Matheus.
Ajuda de custo e ressarcimento para supervisor de canais
Em relação a esse item, a Caixa informou que tem um contrato de veículos por Superintendência Regional e que estuda a otimização do mesmo, a fim de resolver o problema. Para atender às demandas de suas atividades, os supervisores têm arcado com despesas, principalmente de transporte. Em alguns casos, os gastos chegam a ser superiores aos valores da função que ocupam.
Migração de dados nos dias 15 e 16
A Comissão Executiva dos Empregados reivindicou da Caixa o pagamento integral de horas extras para os trabalhadores das agências que foram convocados para trabalhar nos dias 15 (sábado) e 16 de novembro (domingo), por conta de testes na migração do sistema. Os representantes do banco alegaram que não tinham conhecimento dessa convocação e prometeram verificar a reivindicação.
Sipon
A Caixa informou que quando um gerente é destacado para um projeto especial, ele carrega sua condição. Se estiver previsto o registro de Sistema de Ponto Eletrônico (Sipon), ele deve ser realizado normalmente. A CEE/Caixa – Contraf/CUT reafirmou a reivindicação de Sipon para todos os empregados.
Promoção por mérito
Foi acordado que a comissão paritária que irá definir os critérios da sistemática de 2015 fará duas reuniões na segunda quinzena de janeiro e outras duas na primeira quinzena de fevereiro. Os nomes dos representantes dos empregados serão indicados pela CEE/Caixa – Contraf/CUT até 19 de dezembro.
Incorporação do REB
A Caixa informou que a proposta de metodologia para incorporação do REB ao Novo Plano da Funcef está no Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest). Só depois de analisada nesta instância, é que seguirá para apreciação do Conselho Diretor do banco. Não há previsão se a matéria entrará em pauta ainda este ano.
Vale-transporte
A CEE/Caixa – Contraf/CUT denunciou que empregados de alguns municípios do interior do Ceará, da Paraíba e do Piauí estão sem receber vale-transporte. O banco se comprometeu a apurar o que está ocorrendo.
Estudo de PCS
Questionada pela Comissão Executiva dos Empregados, a Caixa negou que tenha contratado uma empresa para analisar o Plano de Cargos e Salários (PCS).
Pesquisa
A Caixa confirmou que fez pesquisa para a avaliação da campanha salarial deste ano. As entidades solicitaram informações sobre o resultado.
PAA
Também indagada pela CEE/Caixa – Contraf/CUT, a Caixa não confirmou as informações veiculadas pelo presidente Jorge Hereda de que haverá Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA) no início de 2015.
Novo coordenador
A mesa permanente de negociação tem um novo coordenador. Trata-se de Marcos Pereira, que está na Caixa há 25 anos e já participou da instância. Ele disse que espera manter o diálogo com as representações dos trabalhadores e continuar construindo reuniões mais produtivas.
Preparatória
Antes da negociação, os membros da CEE/Caixa – Contraf/CUT realizaram uma reunião preparatória na sede da Fenae, em Brasília (DF). O encontro contou com a participação do diretor de Benefícios da Funcef, Maurício Marcellini Pereira, que falou sobre os resultados e a política de investimentos da Fundação.
Maurício criticou a veiculação de informações distorcidas que têm gerado um clima de insegurança entre os participantes do fundo de pensão. O diretor se prontificou a participar de encontros promovidos por entidades representativas dos empregados da Caixa para prestar esclarecimentos sobre a Funcef. Na ocasião, as entidades cobraram uma posição mais proativa da Fundação na comunicação com os participantes.
*Fenae
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