• 05 de novembro de 2014, 09:13
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Santander continua apostando em cortes mesmo com lucro nos R$ 4,3 bilhões

Lucro estável alcança R$ 4,3 bi em setembro. Mesmo assim, banco espanhol mantém política de corte de empregos no Brasil: em doze meses foram 1.097 postos de trabalho a menos (André Ponte Souza)

O Santander teve lucro líquido gerencial de R$ 4,328 bilhões nos nove primeiros meses de 2014, permanecendo estável em doze meses. O lucro no terceiro trimestre do ano foi de R$ 1,464 bilhão, aumento de 1,9% em relação ao mesmo período de 2013. O balanço foi divulgado pelo banco espanhol na terça 4.

Mesmo com resultado estável, a instituição espanhola continua sua política de cortes de emprego no país. De setembro de 2013 a setembro deste ano foram 1.097 postos de trabalho a menos. “O Santander continua apostando na extinção de vagas como forma de reduzir custos.

É inaceitável que a gestão de redução de custos tenha como seu principal instrumento o corte de empregos ou pela alta rotatividade, que substitui trabalhadores com mais experiência, mais tempo de casa e maiores salários, por outros que entram ganhando menos. O banco deveria fazer justamente o contrário: contratar mais, gerar postos de trabalho, e investir na capacitação dos funcionários”, critica a diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo Rita Berlofa.

A dirigente destaca ainda outro dado do balanço que aponta para sobrecarga de trabalho no Santander: ao mesmo tempo em que reduziu o número de funcionários, houve ampliação significativa no número de clientes, com mais 1,825 milhão. “É mais um indício incontestável de que é necessário contratar para melhorar as condições de trabalho na empresa. Quem paga a conta dessa política perversa é o trabalhador, com índices cada vez maiores de adoecimento, e a sociedade.”

Outro item a ser destacado é a redução do número de agências. De setembro de 2013 a setembro de 2014 foram 129 unidades a menos.
“Estamos em negociação do Acordo Coletivo Aditivo à CCT com o banco e este é um momento propício para que o Santander valorize seus funcionários investindo na melhoria das condições de trabalho, com o fim das demissões, das metas absurdas, das reuniões diárias e videoconferências, e da pressão desumana pelo cumprimento de metas. Essa política precisa acabar”, ressalta Rita.

Outros números
O patrimônio líquido somou R$ 50,496 bilhões em setembro de 2014. E a rentabilidade atingiu 11,4% nos nove primeiros meses de 2014, aumento de 0,2 ponto percentual em doze meses e estável no trimestre. O total de ativos somou R$ 514,938 bilhões em setembro de 2014, variação de 10,6% em relação a setembro de 2013.

As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias somaram R$ 8,081 bilhões nos nove primeiros meses de 2014, alta de 3,2% em doze meses e de 3,1% no trimestre.

Destaca-se que apenas com essa receita o Santander Brasil cobre em 149,3% sua despesa com pessoal. Antes essa relação era de 147,8%.

Crédito
A carteira de crédito ampliada somou R$ 293,138 bilhões em setembro de 2014, com crescimento de 7,5% em doze meses e 4,8% no trimestre.
O crédito à pessoa física totalizou R$ 76,683 bilhões ao final de setembro de 2014, registrando alta de 4,2% (ou R$ 3,123 bilhões) em doze meses e 1,3% no trimestre. Os produtos que explicaram o aumento da carteira no período de doze meses foram o crédito imobiliário e cartões.

A carteira de pequenas e médias empresas totalizou R$ 31,024 bilhões ao final de setembro de 2014, com redução de 9,8% em doze meses (ou R$ 3,374 bilhões) e 0,8% no trimestre.

Já a carteira de crédito de grandes empresas somou R$ 90,279 bilhões, uma alta de 16,7% em doze meses (ou R$ 12,912 bilhões) e 9,4% no trimestre. A evolução dessa carteira foi impactada pelo efeito da variação cambial. Excluindo este efeito, o crescimento seria de 13,5% em doze meses e 6,0% em três meses.

O índice de inadimplência superior a 90 dias atingiu 3,7% do total da carteira de crédito, mostrando redução de 0,8 p.p. em doze meses. A despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa, no período findo em 30 de setembro de 2014, caiu 21,7% em um ano: de R$ 9,272 bilhões em 2013 para R$ 7,263 bilhões. (Fonte: SEEB SP)


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