• 25 de novembro de 2016, 10:38
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Redução da estrutura da Caixa: quem paga é o empregado e a população

Medida representa mais desemprego e menos capilaridade para atender justamente localidades que sempre estiveram marginalizadas. Fenae enviará ofício à diretoria do banco cobrando esclarecimentos sobre essa questão

A Caixa Econômica Federal se prepara para seguir o exemplo do Banco do Brasil e planeja medidas que são justificadas como aumento de eficiência para 2017, mas representam mais desemprego e menos estrutura da Caixa para atender justamente localidades que sempre estiveram marginalizadas.

Nas palavras do presidente da Caixa, Gilberto Occhi, a redução de custos necessária passa pela redução de postos de trabalho e fechamento de agências que não dão lucro, aquelas consideradas deficitárias. A Fenae enviará à Caixa ofício cobrando esclarecimentos sobre a questão.

O banco público avalia fazer programa de aposentadoria incentivada ou de demissão voluntária que pode atingir cerca de 11 mil pessoas e pensa em fechar 100 agências cujos resultados financeiros não são atraentes. "A Caixa é um banco público cujo papel social é de extrema relevância, principalmente para a camada da população que vive nas periferias, onde o acesso aos serviços bancários é muito mais difícil", explica Jair Ferreira, presidente da Fenae.

Os resultados a serem avaliados nas agências da Caixa vão muito além do volume de movimentações financeiras feitas nas unidades. É preciso mensurar o retorno social de cada agência, afinal, além dos serviços bancários os cidadãos buscam na Caixa o acesso a benefícios e direitos como FGTS, PIS e Bolsa-Família, além dos financiamentos habitacionais de baixa renda.

O exemplo das agências-barco
A Caixa é o único banco com agências-barco para atender os ribeirinhos no Amazonas e no Pará. São milhares de pessoas antes sem acesso a serviços bancários e benefícios sociais em seus municípios. A Caixa foi a primeira a oferecer esse serviço, em 2010, e hoje dispõe de três unidades navegando pelas águas da Região Norte, uma operação cujo custo, certamente, não é coberto pelo volume financeiro movimentado por seus clientes.

"Um banco privado já teve agência-barco, mas fechou. Se a Caixa se pautar exclusivamente pelo critério do custo, quem vai pagar a conta dessa redução de custos são os empregados e, principalmente, a população", conclui Fabiana Matheus, diretora de Administração e Finanças da Fenae. (Fonte: Fenae)


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