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Instituição teve redução de 44% no lucro do ano passado em comparação com 2015; 0 movimento sindical avalia que reestruturação promovida pela direção é prejudicial para bancários, clientes, o próprio banco e o país
O Banco do Brasil teve lucro líquido de R$ 8,034 bilhões em 2016. O resultado corresponde a uma redução de 44% em relação a 2015. O desempenho da empresa sinaliza o potencial destrutivo da reestruturação e da ampliação do modelo digital em curso no banco público.
“A carteira de crédito ampliada caiu 11,3%. Só na carteira PJ a redução foi de 19,2%. No atual momento do país, ao contrário dos bancos privados, o papel do BB como instituição pública deveria ser impulsionar a oferta de crédito. A opção da gestão Cafarelli pelo caminho oposto denota sua intenção de enfraquecer o BB enquanto instrumento fundamental para a retomada do crescimento econômico”, critica o diretor executivo do Sindicato e funcionário do BB, Cláudio Luiz Souza.
Desmonte
O balanço apresenta outro forte indício do desmonte promovido pela atual direção: a redução do quadro de funcionários. Em dezembro de 2015, o BB possuía 109.191 trabalhadores, contra 100.622 no final de 2016. Enquanto isso, com a reestruturação, o número de bancários por agência caiu de 12 para 10 e o número de contas correntes por funcionário subiu de 443 para 525.
“Isso é a gestão Cafarelli, conhecida como mãos de tesoura, que ao fechar agências, porta de entrada para clientes, e priorizar basicamente o modelo digital, diminui o market share, operando com portas fechadas, ignorando o relacionamento humano, fundamental para qualquer negócio. 
Reduzir o número de funcionários e fechar agências é aumentar a carga de trabalho nas unidades que permanecem abertas. O mesmo vale para o modelo digital, no qual o funcionário tem de trabalhar com um número maior de clientes por carteira. O resultado óbvio desta equação é um atendimento precarizado, aumento da sobrecarga e, por consequência, adoecimento dos trabalhadores”, critica Cláudio Luiz.
Somente com o que arrecadou com tarifas em 2016 (R$ 24 bi), crescimento de 7% em relação a 2015, o BB cobre em 105% suas despesas com pessoal.
Reestruturação
O BB alega que a reestruturação - que já eliminou quase dez mil postos de trabalho e gerou perda de função de milhares de funcionários – economizará R$ 2,3 bi em despesas com pessoal em 2017. Além disso, o banco prevê economia de R$ 750 milhões até o fim do ano em aluguel e segurança de agências, deslocamentos, serviços de terceiros e transportes de valores.
O BB pretende, ao final da reestruturação, que 379 agências tenham sido transformadas em postos de atendimento (PA) e outras 402 desativadas. Até 15 de fevereiro, foram fechadas 274 agências. A previsão é que o restante das unidades (128) tenham as atividades encerradas até o final de março.
“Apesar da alegada economia, a realidade é que o BB está dando um tiro no próprio pé. A redução de funcionários afeta a capacidade operacional e, por consequência, os negócios do banco como oferta de crédito, que teve expressiva queda no ano passado, entre outros. É uma economia burra”, avalia o diretor do Sindicato de SP.
“A atual direção do BB precisa entender que a atuação de um banco público é diferente das instituições privadas. O Banco do Brasil é muito forte no crédito agrícola e no consignado, que são linhas mais baratas, que não são interessantes para os bancos privados por não serem tão rentáveis e exigirem uma estrutura maior de funcionários e agências. A função dos bancos públicos é justamente atuar nestes segmentos essenciais para o país. Debater a atuação do banco, enquanto instituição pública, é fundamental para defendermos o BB”, conclui Cláudio Luiz.
PDD
O balanço foi impactado pelo aumento da provisão para devedores duvidosos (PDD) - recursos alocados para a instituição se precaver em relação a possíveis calotes - que teve alta de 33% e alcançou R$ 31,552 bilhões. O crescimento do PDD está relacionado com o aumento do índice de inadimplência, que alcançou 3,29% em dezembro de 2016, contra 2,23% no final de 2015. Ainda assim, a inadimplência ficou abaixo da média do sistema financeiro (3,7%). (Fonte: Seeb SP)
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