• 07 de agosto de 2018, 10:16
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PROBLEMAS FINANCEIROS ATINGEM 84% DOS TRABALHADORES DO PAÍS, DIZ PESQUISA


Segundo pesquisa sobre saúde financeira dos trabalhadores, apenas 16% das pessoas empregadas conseguem planejar os gastos financeiros com a antecedência necessária (Andressa Paulino)

Mesmo com o Banco Central anunciando queda na taxa de inadimplência de 0,8 ponto percentual para pessoas físicas e redução de 1,5 ponto percentual para pessoas jurídicas, a lenta recuperação econômica não tem colaborado para os trabalhadores com problemas financeiros. Segundo a pesquisa sobre saúde financeira dos trabalhadores, apenas 16% das pessoas empregadas são capacitadas financeiramente, ou seja, conseguem pagar contas com o remuneramento mensal e planejam gastos com antecedência.

Segundo o levantamento realizado pela Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Instituto de pesquisa Axxus, os outros 84% dos entrevistados enfrentam dificuldades quando o assunto é dinheiro e sofrem prejuízos por não entenderem de finanças. E o resultado são as dívidas, explica o presidente da Abefin Reinaldo Domingos.

Para Domingos, que é dono de um canal da internet Dinheiro à vista, os dados alarmantes se justificam pela falta de educação financeira. “Nós, assim como nossos pais, não tivemos nenhum curso ou orientação que nos instruísse a usar adequadamente à nossa renda”, explicou o presidente da Abefin. De acordo com ele, as pessoas são estimuladas a consumir, mas não são ensinadas a poupar dinheiro.

E o mercado de trabalho é o que mais sente as consequências, já que a dificuldade com finanças pode ter reflexo na produtividade dos profissionais. “Ao se endividarem, as pessoas perdem o foco no trabalho”, destaca o educador financeiro. Com o nervosismo em busca de alternativas, as pessoas chegam até a pedir demissão para conseguir quitar as dívidas com o dinheiro da recisão contratual, analisa Domingos.

Educação financeira
 Ter educação financeira requer muito equilíbrio de finanças e mudança de hábito, orienta Reinaldo Domingos. De acordo com ele, para elaborar um orçamento financeiro que leve à conquista de seus sonhos é preciso seguir quatro pilares: Diagnóstico, sonho, orçamento e poupança.

“Primeiro é preciso diagnosticar os gastos. Depois dessa análise, é hora pensar em algum sonho, objetivo, que faça você querer economizar aquele dinheiro”, afirmou o educador financeiro. Com o sonho decidido é hora de estipular quantidade de dinheiro e tempo que precisará economizar para conquistar o objetivo “Mas sempre lembrando que é preciso guardar o dinheiro”, aconselhou Domingos. (Fonte: Correio Braziliense)

 


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