• 17 de junho de 2015, 09:22
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Pesquisa diz que 52% já sofreram assédio no trabalho

Mas poucos são os que denunciam a agressão; medo é a principal causa do silêncio
Levantamento realizado pela Vagas.com, maior portal de carreiras do país e líder em soluções de e-recruitment, aponta que a maioria dos trabalhadores brasileiros (52%) já enfrentou situações de assédio moral ou sexual no trabalho. As mulheres são as maiores vítimas: dos indivíduos que declararam já ter sofrido assédio, 54,4% são mulheres e 45,6% são homens. Dos que sofreram assédio, 39,6% disseram que o episódio impossibilitou ou causou dificuldades na vida profissional.

O assédio moral, caracterizado por piadas, chacotas, agressões verbais ou gritos constantes, lidera a incidência de casos. Do total da base de respondentes, 47,3% declararam já ter sofrido este tipo de agressão. As mulheres são ligeiramente as mais afetadas e responderam por 51,9% dos casos relatados contra 48,1% no caso dos homens.

Já o grupo dos indivíduos que declaram ter sofrido assédio sexual, caracterizado por comportamentos abusivos como cantadas, propostas indecorosas ou olhares abusivos, somou 9,7% da amostra total. Neste caso, entretanto, as mulheres são as mais afetadas disparado. Do total de casos deste tipo de agressão relatados na pesquisa, 79,9% ocorreram com mulheres e 20,1% com homens.

A pesquisa revela ainda que 51,3% dos casos foram perpetrados pelo chefe direto do ofendido, 32,6% por superior hierárquico, mas não pelo chefe direto e 11,5% por funcionários do mesmo nível. Apenas 4,6% dos episódios foram ocasionados por funcionário de nível hierárquico inferior.

O levantamento coletou os dados em pesquisa realizada por meio eletrônico com candidatos cadastrados no portal, entre os dias 19 e 22 de maio. No total, o estudo avaliou os dados de 4.975 respondentes de todas as regiões do país. A amostra foi constituída por 50,7% de indivíduos do sexo masculino e 49,3% do sexo feminino. A maior parte dos respondentes (44%) está na faixa de 26 a 35 anos. O segundo maior grupo (27%) concentrou indivíduos entre 18 e 25 anos, seguido por indivíduos de 36 a 45 anos (19%).

No campo da escolaridade, 38,8% da amostra foi formada por indivíduos com segundo grau completos e formação universitária incompletos, 29,2% declararam ter formação superior completa e 16,6% da amostra foi constituída por pós-graduados (ver demografia completa na apresentação em pdf).

Como reage quem sofre assédio
 87,5% não denunciam a conduta. Ou seja, apenas 12,5% declaram ter dado ciência dos casos às suas empresas

 - 39,4% não denunciam por medo de perder o emprego; o medo de represálias (31,6%), vergonha (11%), receio de a culpa recair sobre o denunciante (8,2%) e sentimento de culpa (3,9%) são as principais razões apontadas para evitar a denúncia

 - 12,5% decidiram fazer a denúncia. Destes, 59,9% fizeram imediatamente após o episódio e 40,01% levaram de 1 mês a três anos para tomar esta iniciativa, sendo que 25% o fizeram no intervalo de 1 a seis meses

 - 56,3% dos que não denunciaram permaneceram no emprego depois do assédio, 20,9% foram demitidos e 22,8% pediram demissão após as ocorrências

 - 20% entre os que denunciaram declaram ter sido demitidos após a iniciativa, 17,6% declararam ter sofrido perseguição e apenas 8,6% resolveram levar o caso à Justiça. Para 39,2% nada mudou após a denúncia

 - 74,6% dos respondentes que denunciaram disseram que o agressor permaneceu na empresa e apenas 12,1% declararam que o agressor foi demitido após a denúncia. Os que não sabem o que aconteceu com o agressor somam 11%. Os que informaram que o agressor pediu demissão somam apenas 2% do grupo dos denunciantes. (Fonte: Bem Paraná)


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