• 28 de maio de 2019, 10:52
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O Banrisul e o pensamento privatista

 
 
Em artigo, diretor da Fetrafi-RS propõe rejeição da indicação para diretoria do Banco
 
 
Carlos Augusto Oliveira Rocha (*)
 
Esta é a quarta semana que a Assembleia Legislativa terá na Ordem do Dia a votação do PDL 1/2019, que aprova a indicação do carioca Cláudio Coutinho Mendes para a presidência do Banrisul, além de Osvaldo Lobo Pires, Raquel Santos Carneiro, Marcos Vinícius Staffen, Claise Müller Rauber e Fernando Postal para os cargos de diretoria do Banco. A apreciação da matéria vem sendo adiada pelos deputados que retiraram o quorum por três sessões consecutivas.
O principal motivo para adiar a votação, segundo deputados da oposição e até mesmo da base de governo é a informação propagada na mídia de que o salário do presidente poderá chegar a mais de R$ 120 mil, que se equipara aos salários dos bancos privados, que têm lucros imensamente maiores em valores absolutos e relativos. Sobre esse fato, a Fetrafi-RS chegou a enviar carta ao governador e ao secretário da Fazenda, questionando o valor e não obteve resposta.
 
É importante dizer que quando votarem os nomes, os deputados estarão ratificando também os salários definidos para o presidente e seus diretores. E o restante do quadro de funcionários, terá um impulso dos seus salários também? É outro questionamento necessário, uma vez que o último reajuste não ultrapassou 5%. Por isso, a Fetrafi vem reforçando e ressalta mais uma vez o pedido para que os deputados rejeitem o PDL. E este, aliás, não é o único motivo para os parlamentares ainda não terem decidido a respeito da indicação.
 
Pressionado durante a campanha eleitoral, vale lembrar, o governador Eduardo Leite garantiu que não venderia o Banrisul. Entretanto, convidou um administrador de perfil privatista para presidir o banco dos gaúchos. Coutinho diz que não vai vender o Banco, mas vai substituir sua atuação por uma totalmente privada, isso se reflete no fechamento de agências com baixo lucro em pequenos municípios, exclusão de correntistas e poupadores, aumento de taxas e tarifas e a promoção de juros mais altos.
 
O estado não pode ter um banco público-privado, no qual a maior parte das ações seja de controle público, mas as relações sejam privadas. Ao tomar essa atitude, o governo, maior acionista do Banrisul, retira o patrimônio da mão dos gaúchos e do seu papel social, o que o diferencia frente aos grandes bancos privados.
 
Aos deputados, lembraremos mais uma vez: rejeitar essa indicação, da maneira como veio, é respeitar as demais carreiras dos servidores massacrados pelo congelamento e atraso de salários, é respeitar o povo gaúcho e cobrar do governador a palavra empenhada.
 
(*) Diretor de Formação da Fetrafi-RS e funcionário do Banrisul
 
Publicado originalmente no Sul21
 

 


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