• 19 de março de 2014, 14:29
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Na contramão, bancos geram desemprego no país

Dados do Caged mais uma vez mostram que enquanto o país tem saldo positivo de emprego, as instituições financeiras eliminam postos de trabalho (Andréa Ponte Souza)

Mais uma vez os bancos tomam a contramão da geração de empregos no Brasil. Dados de fevereiro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, mostram que enquanto a criação de postos com carteira assinada no país atingiu saldo positivo de 260.823, o setor bancário extinguiu 840 empregos no mesmo mês.

Desconsiderando o saldo positivo da Caixa Federal (305 postos a mais), o resultado do setor é ainda pior: eliminação de 1.145 vagas no segundo mês do ano. Levando em conta apenas os bancos múltiplos com carteira comercial, onde se enquadram as cinco maiores instituições financeiras que atuam no país (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e HSBC), o resultado é de 1.153 empregos suprimidos.

A tendência se mantém quando comparamos os números do primeiro bimestre de 2014: enquanto no Brasil foram gerados 302.190 postos de trabalho (crescimento de 0,74% no estoque, atualmente em 41 milhões), o setor bancário “contribuiu” com desemprego para o país, acabando com 1.864 empregos. Sem a Caixa, que no bimestre criou 826 vagas, o saldo negativo do setor bancário é ainda maior, chegando à extinção de 2.690 vagas em janeiro e fevereiro.

Já nos últimos 12 meses, foram criados 1,2 milhão de postos de trabalho formal no Brasil, expansão de 2,91% no número de cidadãos com carteira assinada. No mesmo período (março 2013 a janeiro 2014), os bancos eliminaram 6.827 postos no país.

Salários menores
Além de gerar desemprego, os altos índices de demissões no setor bancário também contribuem para o rebaixamento dos salários. Em fevereiro, ainda segundo dados do Caged, a remuneração dos admitidos foi 44,4% menor que a dos trabalhadores que saíram das empresas: os desligados recebiam, em média, R$ 5,4 mil, e os novos empregados foram contratados por um salário médio de R$ 3 mil. No bimestre, a diferença foi de menos 40,3%: os desligados ganhavam R$ 5,4 mil e os novos funcionários entraram ganhando R$ 3,2 mil. (Fonte: SEEB SP)


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