• 30 de março de 2016, 09:21
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Mesmo com inadimplência estável, juros do cheque especial sobem a nível recorde

Segundo o Banco Central, juros chegaram a 293,9% ao ano em fevereiro, valor mais alto desde 1994. Inadimplência nos bancos não se alterou (Paula Soprana)

Os juros médios cobrados no cheque especial chegaram, em fevereiro deste ano, ao maior patamar desde julho de 1994, início da série histórica: 293,9% ao ano. O dado foi divulgado nesta nesta terça-feira (29) pelo Banco Central. Em janeiro, a taxa era de 292,3%. O juro é o prêmio para o risco. É de se esperar, portanto, que ele acompanhe a tendência de aumento. A inadimplência nesta modalidade, no entanto, recuou de 16,9% para 16,2% no mês passado.

Se as pessoas pagaram suas dívidas, por que o aumento? Apesar de estável, este nível de inadimplência é alto e fruto da expectativa econômica no médio prazo, com bancos temendo calote de seus devedores – diante desse temor, as reservas dos bancos fecharam aos níveis mais altos em 2015 desde o fim dos anos 1980.

De acordo com o professor de economia e coordenador de MBAs da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Francisco Carlos dos Santos, a expectativa econômica é consequência da incerteza política e do atual nível de desemprego.

Santos classifica como um "contrassenso" a lógica usada pela equipe econômica de Dilma Rousseff de que ao aumentar os gastos públicos, a economia volta a crescer. Também lembra que o empresariado rompeu com o governo. "O setor industrial já mandou gente embora. Agora, o setor de serviços também está demitindo", diz. "Ele vai emprestar, mas não sabe se a pessoa estará trabalhando amanhã. Desde 1901, é a primeira vez que temos uma recessão tão prolongada", acrescenta.

Nos 12 meses encerrados em janeiro, a taxa de juros do cheque especial cresceu 79,7 pontos percentuais. É preciso lembrar que esta é a média, e há bancos cobrando juros ainda maiores nessa modalidade. Em termos de finanças pessoais, o cheque especial deve ser evitado principalmente quando o consumidor acumula dívidas, já que ela é uma das mais altas do mercado.

A taxa do rotativo do cartão de crédito – crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão – é a modalidade mais alta na pesquisa do BC e também subiu em fevereiro. No mês passado, a taxa chegou a 447,5% ao ano, alta de oito pontos percentuais em relação a janeiro. Já a inadimplência na modalidade ficou em 35,8%. Em janeiro, a taxa estava em 39,6% e em fevereiro do ano passado era de 34,1%. No crédito total com recursos livres, a taxa de calote foi de 5,5% no mês passado. (Fonte: Época)


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