• 13 de dezembro de 2016, 10:26
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Meirelles pressiona bancos para reduzirem juros

A redução da taxa básica de juros pelo Banco Central não vem alcançando o efeito esperado na economia porque os bancos, temerosos diante do aumento da inadimplência, não estão repassando essa queda para as empresas e as famílias, mas sim absorvendo-a no spread, disse o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

A palestra, em um evento do setor financeiro nesta segunda (12) com a presença dos principais banqueiros do país, foi um pedido indireto ao mercado para que siga o movimento do BC e reduza os juros, estimulando a retomada do consumo e dos investimentos.

"Diante de um grande grupo de banqueiros", destacou o ministro em sua fala, "houve queda no endividamento, mas o comprometimento da renda das famílias com o serviço da dívida praticamente não mudou. A maior explicação para isso é que a queda da Selic foi contrabalançada pelo aumento do spread".

Para Meirelles, isso é compreensível na medida em que a inadimplência continua alta e os bancos precisam "preservar seus balanços", mas é essa resistência do setor em repassar as quedas que tem levado a uma transmissão mais lenta das decisões do BC à economia como um todo.

A expansão do crédito é uma dos motores da retomada da atividade, na visão da equipe econômica. Os resultados do PIB do terceiro trimestre mostraram um cenário de investimento pior do que o antecipado pelo mercado, colocando economistas e governo em alerta.

A redução do spread é uma das propriedades do setor, disse o presidente da Febraban (federação brasileira dos bancos), Murilo Portugal. Para isso acontecer, porém, os bancos precisam de um ambiente mais estável e maior segurança em relação à inadimplência —justificando a posição do mercado de não repassar as reduções de juros ao consumidor por enquanto.

Na mesma linha, o presidente do BC, Ilan Goldfajn –que falou no evento antes de Meirelles–, defendeu que a redução da Selic seja feita de forma "responsável" para evitar uma nova alta no futuro. "Todos nós queremos juros mais baixos, esse também é o desejo do Banco Central, a questão é como chegar lá", disse.

Novos Estímulos
O ministério da Fazenda deve divulgar nos próximos dias uma agenda de estímulos microeconômicos, sobretudo para melhora da produtividade, segundo Meirelles. O ministro, porém, negou-se a antecipar quais medidas devem ser adotadas. Ele não descartou a possibilidade de expansão do crédito para empresas, mas disse que, se essa política for adotada, não vai "repetir os erros" do que foi feito anteriormente –em referência aos programas setoriais de fomento e subsídio da ex-presidente Dilma Rousseff. (Fonte Folha de São Paulo)



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