©2012 Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Erechim e Região
Todos os direitos reservados
Avenida Maurício Cardoso, 335, Sala 202
CEP 99700-426 - Erechim - RS
Fonex/Fax: (54) 3321 2788
seeb@bancarioserechim.org.br



| Maior banco privado, Itaú deve definir substitutos de presidente |
| Roberto Setubal está no comando desde 1994 |
|
Maior banco privado brasileiro, o Itaú Unibanco completa 90 anos no dia 27 de setembro (a data é do antigo Unibanco) sem ainda ter definido os sucessores de Roberto Setubal, o presidente que comandou dez aquisições, viveu os anos difíceis da estabilização e elevou o valor de mercado da instituição de US$ 4 bilhões para US$ 98,4 bilhões desde que assumiu o comando, em 1994. |
|
Setubal, que completa 60 anos no dia 13 de outubro e deveria se aposentar agora, adiou por dois anos a sua saída de cena, tempo suficiente para definir o sucessor. Em abril de 2015, ele sai da presidência do banco e fica apenas na holding (hoje ele acumula os dois cargos). É quando serão conhecidos seus dois sucessores: um diretor-geral para o varejo e outro para o atacado, ambos com status de presidente, que se reportarão a ele. O problema é que vários dos executivos mais graduados ou já se aposentaram ou vão se aposentar não muito depois de Setubal. O assunto é ao mesmo tempo um dos mais comentados e o mais silenciado para observadores externos devido à sensibilidade do tema e ao espírito de sobriedade que impera no banco. A escolha dos sucessores contará com consultoria, provavelmente da McKinsey, que ajudou o banco na fusão com o Unibanco. A situação do Itaú não difere da de empresas de todo o mundo com a longevidade dos executivos -forçados a sair no auge da carreira por questões estatutárias- e a dificuldade da nova geração para voos mais altos. Essa dificuldade, segundo especialistas, é tanto fruto da falta de experiência no front de negócios (muitos encontraram prontas as organizações) como do pouco espaço dado pelos executivos graduados, mais preocupados em entregar resultados e sobreviver a sucessivas crises do que em delegar tarefas e formar sucessores. O momento é delicado: o Bradesco, que apostou no avanço da classe C, cresce organicamente e se aproxima em porte do Itaú. Banco do Brasil e Caixa competem em preço e investem em atendimento, levando mercado. Cotados Maior acionista individual do banco, Milú Villela vinha preparando o filho Ricardo Marino, 40, para o posto. Marino estudou engenharia mecânica na USP, fez MBA na Sloan School do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), estudou gestão de empresas familiares em Harvard e trabalhou no Goldman Sachs até entrar no banco, em 2002. No Itaú, foi diretor de RH à época da fusão com o Unibanco e hoje cuida de toda a área internacional, setor visto como "laboratório" para trabalhar em um país de crédito maduro e juros baixos. Marino, no entanto, é visto como pouco experiente para os desafios do cargo. A família, ao mesmo tempo em que gostaria de vê-lo no posto, também teme expô-lo a ter sua liderança contestada dentro e fora do banco (pelo mercado). Quando Setubal assumiu o Itaú, era jovem, mas os tempos eram outros. Até o início do ano, o nome mais cotado para o posto era o de Candido Bracher, 56, responsável pelo banco de investimento, que contribui com 1/3 do lucro do grupo. Ele cumpriria uma espécie de mandato-tampão até que Marino estivesse mais confortável para o cargo ou que fosse definido um líder definitivo. Respeitado e sóbrio, Bracher vem se inteirando do dia a dia do varejo. Outro nome bem cotado é o de Marcio Schettini, 48, oriundo do antigo Unibanco, que no ano passado assumiu praticamente toda a área de negócios voltados a não-correntistas do banco: cartões, seguros, veículos, crédito imobiliário, além da Redecard. Schettini tem fama de entregar resultado em todas as áreas pelas quais passa. Devido à idade, Marco Bonomi, 57, à frente da rede de agências, deve ficar fora da disputa. Considerado "prata da casa", Bonomi retornou ao banco após lutar contra um câncer para ajudar a terminar a gestão de Setubal. Com a disputa embolada, surge novamente o nome de Pedro Moreira Salles, 50, que hoje preside o conselho de administração, para assumir o dia dia do banco.
Até uma solução de fora é aventada, trazendo um executivo como Fabio Barbosa, hoje na Abril, para o banco. Barbosa presidiu o Real, o Santander e a Febraban.
*Folha de São Paulo
|
©2012 Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Erechim e Região
Todos os direitos reservados
Avenida Maurício Cardoso, 335, Sala 202
CEP 99700-426 - Erechim - RS
Fonex/Fax: (54) 3321 2788
seeb@bancarioserechim.org.br
Municípios da Base: Erechim, Aratiba, Áurea, Barão do Cotegipe, Barra do Rio Azul, Barracão, Benjamim Constant do Sul, Cacique Doble, Campinas do Sul, Carlos Gomes, Centenário, Cruzaltense, Entre Rios do Sul, Erebango, Erval Grande, Estação, Floriano Peixoto, Gaurama, Getúlio Vargas, Ipiranga do Sul, Itatiba do Sul, Jacutinga, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Marcelino Ramos, Mariano Moro, Paim Filho, Paulo Bento, Ponte Preta, Quatro Irmãos, São José do Ouro, São João da Urtiga, São Valentim, Severiano de Almeida, Três Arroios, Viadutos, todos no Estado do Rio Grande do Sul.