Na avaliação do presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, a mobilização por mais contratações será intensificada. “A situação já é de sobrecarga e adoecimento nas unidades de todo o país, o que vai se agravar ainda mais com a diminuição do número de trabalhadores. É inadmissível que a Caixa insista no argumento de que não precisa de mais empregados, como tem feito nos últimos anos, quando cerca de 5 mil colegas deixaram o banco nos PAAs. Vamos lutar para que essas e futuras vagas deixadas sejam repostas”, afirma.
Jair Ferreira lembra que enquanto a direção do banco se nega a retomar as contratações, paralisadas há quase dois anos, há mais de 30 mil aprovados no concurso público de 2014. “O Ministério Público e a Justiça do Trabalho já se manifestaram a favor das convocações, concluindo que houve o descumprimento da cláusula 50 do ACT 2014/2015. Também reafirmaram, no final do ano passado, que a Caixa está proibida de realizar concursos apenas para formação de Cadastro de Reserva”, diz.
A juíza Natália Queiroz Rodrigues, da 6ª Vara do Trabalho de Brasília, julgou procedente a Ação Civil Pública, impetrada pelo MPT da 10ª Região, que questiona a não contratação dos aprovados. A decisão, divulgada no dia 6 de outubro, postergou a validade do certame até o trânsito em julgado da decisão; condenou a Caixa a apresentar, em até seis meses, estudo de dimensionamento do quadro de pessoal e, em seguida, promover a convocação de pelo menos 2 mil empregados, considerando-se o total de trabalhadores quando da confecção do ACT 2014/2015. Também proibiu a Caixa de realizar concurso apenas para Cadastro de Reserva.
Ainda segundo o presidente da Fenae, a redução do número de empregados poderá gerar o fechamento de agências país afora. “É provável que isso também esteja sendo planejado, a exemplo do que já foi anunciado no Banco do Brasil. Não vamos permitir qualquer ameaça à Caixa 100% pública e ao seu papel social. Ela é uma parceira estratégia na execução de política públicas essenciais para os brasileiros. Para isso é essencial que haja mais empregados e que a categoria seja mais valorizada”, conclui Jair Pedro Ferreira.
"Nos últimos anos a Caixa vem implementando planos de aposentadoria a seus empregadas sob o argumento de "enxugar" a folha de pagamento, porém um alerta tem que ser dado em alto e bom tom: toda vez que há a saída de empregados sem a devida reposição, menor é a força de trabalho para atender as demandas que a Caixa tem que prestar diariamente a população Brasileira! E da maneira que está sendo feito, mesmo com determinação da Justiça de que a Caixa, uma vez que fez um concurso , concurso este com números astronômicos de inscritos e milhares de aprovados e a Caixa não chamando, só serve para deteriorar a importância da Caixa para o Brasil. E não podemos deixar que isso aconteça! A Caixa está presente em praticamente todo Brasil, atendendo desde a população mais carente aos grandes conglomerados empresarias. Defendemos sim a Caixa 100% pública. E por que essa defesa incondicional? A Caixa tem toda uma gama de serviços sociais que não se enquadram na lógica do lucro pelo lucro. E nesse governo golpista, o que interessa é o lucro a qualquer preço. E enfraquecer as unidades de ponta ou unidades operacionais só levam ao caos e ao adoecimento constante de empregados . A quem interessa uma Caixa assim, por que deixar uma Caixa assim, você já se perguntou ? Se não, é bom se perguntar, pois o futuro da Caixa como conhecemos depende de você, da população que tem que ver a importância dela para a sociedade. Pois só assim poderemos manter a Caixa sólida e capaz de fazer frente aos desafios que estão ali á nossa frente. Pense nisso!", diz o representante da Fetrafi/RS no CEE/Caixa, Gilmar Cabral Aguirre.