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O Santander Brasil reportou lucro líquido gerencial, que não exclui o ágio do Real, de R$ 1,884 bilhão no terceiro trimestre de 2016, cifra 10,30% maior que a registrada no mesmo intervalo do ano passado, de R$ 1,708 bilhão. Em relação ao segundo trimestre, foi visto aumento de 4,3%. O banco também anunciou lucro líquido societário de R$ 1,436 bilhão, elevação de 13,43% ante R$ 1,266 bilhão, em um ano e de 6,5% na comparação com o segundo trimestre.
O lucro líquido gerencial superou a projeção de analistas do mercado financeiro. A cifra de R$ 1,884 bilhão foi 30,9% maior que a de R$ 1,439 bilhão, estimada por sete casas consultadas pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado (Deutsche Bank, Goldman Sachs, BTG Pactual, JPMorgan, UBS e duas casas que preferiram não ser identificadas).
Crescimento do crédito foi estimulado, principalmente, pelo financiamento ao consumo
A carteira de crédito ampliada do Santander Brasil foi a R$ 310,965 bilhões ao final de setembro, saldo 0,8% superior em relação ao registrado no término de junho, de R$ 308,377 bilhões. Em um ano, quando estava em R$ 331,922 bilhões, foi identificado declínio de 6,3%.
O crescimento do crédito no terceiro trimestre foi estimulado, principalmente, pelo financiamento ao consumo que cresceu 6,0% em relação aos três meses anteriores e ainda a pessoa física com alta de 1,9%. Na contramão, crédito à pequena e média empresa encolheu 0,6% e às grandes empresas diminuiu 0,3%.
Os ativos totais do banco encerraram o terceiro trimestre em R$ 661,186 bilhões, queda de 5,9% na comparação com um ano antes, quando totalizou R$ 702,407 bilhões. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, de R$ 655,194 bilhões, o crescimento foi de 0,9%.
Ao final de setembro, o patrimônio líquido final do Santander chegou a R$ 58,695 bilhões, alta de 10,8% em relação a um ano, de R$ 52,976 bilhões. No comparativo trimestral, quando totalizou R$ 56,779 bilhões, houve expansão de 3,4%. O banco também divulgou patrimônio líquido de R$ 61,321 no terceiro trimestre, aumento de 6,46% em um ano.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROE, na sigla em inglês) ficou em 13,1% no terceiro trimestre contra 13% no segundo. Em um ano, estava em 12,8%.
Calotes. A inadimplência do Santander Brasil, considerando atrasos acima de 90 dias, ficou em 3,5% no terceiro trimestre, acima do indicador de três meses antes, de 3,2%. Em um ano, de acordo com o banco, também foi identificado aumento de 0,3 ponto porcentual.
A piora do indicador, conforme explica o Santander em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, foi influenciada por um caso pontual no segmento de grandes empresas. Embora o banco não revele o nome do cliente, analistas já esperavam o aumento dos calotes por conta do reconhecimento das perdas com a Sete Brasil, em recuperação judicial. O aumento não reflete, contudo, "uma piora generalizada no setor", segundo a instituição. A inadimplência da pessoa jurídica subiu de 2,2% ao final de junho para 2,8% ao término de setembro.
"A rigorosa cultura de riscos do Banco reafirma, no terceiro trimestre de 2016, o seu papel na manutenção dos índices de inadimplência em níveis controlados, minimizando a influência do cenário econômico", destaca o Santander, em nota à imprensa.
A inadimplência entre os clientes pessoa física caiu 0,1 p.p., de 4,4% para 4,3% entre o segundo e o terceiro trimestres. De acordo com o banco, essa redução deve-se ao acompanhamento e à gestão preventiva da carteira de clientes, em conjunto com uma política de diversificação do mix de crédito, com foco nas linhas de menor risco, como o consignado (com desconto em folha).
O índice de inadimplência do Santander, considerando atrasos entre 15 e 90 dias, teve melhora de 0,5 p.p. no terceiro trimestre ante o segundo, para 5,0%. A melhora foi possível graças à pessoa jurídica, cujo indicador reduziu de 4,2% em junho para 3,0% em setembro por conta da "rolagem do caso pontual", segundo o banco. Na pessoa física, subiu de 6,9% para 7,1%.
As despesas de provisões de crédito do Santander subiram 19,73% no terceiro trimestre, para R$ 3,562 bilhões, ante um ano, de R$ 2,975 bilhões. Em relação ao segundo trimestre, de R$ 3,312 bilhões, foi vista elevação de 7,5%.
O saldo de provisões (PDDs) atingiu R$ 17,280 bilhões no terceiro trimestre, alta de 10,7% em um ano, de R$ 15,605 bilhões. Em relação ao segundo trimestre, quando o saldo foi de 16,546 bilhões, aumentou 4,4%. O índice de cobertura do Santander encolheu 11,2 p.p.no terceiro trimestre ante o segundo, para 198,1%. Apesar da queda, o banco destaca que o indicador permanece "confortável".
No mundo. Em seu resultado global, o espanhol Santander teve lucro líquido de 1,7 bilhão de euros (US$ 1,85 bilhão) no terceiro trimestre do ano, um pouco maior que o ganho de 1,68 bilhão de euros obtido em igual período de 2015. O resultado superou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que previam lucro de 1,55 bilhão de euros no último trimestre.
Fonte: Estadão
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