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Segundo o investidor independente Tiago Reis, a alta concentração do setor financeiro prejudica a recuperação econômica do Brasil
Os bancos não só fazem parte do maior setor da economia brasileira como também já têm um lucro maior que o de todos os outros setores somados, de acordo com um estudo feito pelo investidor independente Tiago Guitián Reis, que escreveu uma série de tweets criticando a concentração bancária no Brasil.
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Em entrevista exclusiva para o InfoMoney, Reis afirma que o fato do segmento estar tão concentrado em três empresas, Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil, faz com que haja uma espécie de oligopólio, muito prejudicial ao consumidor e à economia em geral.
1 - Lucro setorial dos bancos em 12 meses
Para Tiago Reis, o spread (diferença entre a taxa de juros que os bancos pagam para se financiar e a que eles cobram dos clientes) no Brasil é maior por não haver concorrência o bastante no setor, o que acaba limitando ainda mais o crédito para as empresas em tempos de crise econômica como a atual. "Eles podem cobrar mais e aumentar ou criar tarifas quando o cenário fica mais apertado, o que os ajuda a preservar os seus lucros, enquanto outras empresas acabam sendo muito mais afetadas", avalia o investidor.
2 - Lucro líquido setorial
Na opinião de Reis, é preocupante que os bancos já lucrem mais que as atividades fim das companhias para as quais emprestam recursos. E isso, segundo ele, não é culpa da taxa de juros. "Em 2000, o CDI [Certificado de Depósito Interbancário] estava em 18% e hoje está em 14%, os juros estão até mais baixos, mas o lucro das principais instituições financeiras só subiu", explica.
3 - Evolução do CDI
Reis ainda joga dúvida sobre a tão alardeada eficiência dos bancos brasileiros, que ele diz vir muito mais da parte da receita do que dos custos. "Eles aumentam as suas receitas cobrando novas tarifas e fazem com que o nosso custo de crédito seja um dos maiores do mundo."
Para ele, a solução seria fatiar mais o setor, começando por uma não aprovação da fusão do Bradesco com o HSBC. O próximo passo seria fazer como foi feito no setor de Óleo e Gás norte-americano no século passado. Lá, quase todas as petrolíferas estavam nas mãos da família Rockefeller, que foram divididas para criar maior competitividade no setor. (Fonte: InfoMoney)
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