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Taxas dessas modalidades de crédito atingem, em março, 328% e 490,3%, respectivamente. Para especialistas, alta se deve ao risco de inadimplência com o desemprego (Hamilton Ferrari)
Os juros do cheque especial e do rotativo do cartão de crédito voltaram a subir em março, após queda em fevereiro, segundo o Banco Central. A taxa do cartão aumentou para 490,3% ao ano e a do cheque especial, para 328% no mesmo período. Em fevereiro, estavam em 487,8% e 327%, respectivamente.
A expectativa de maior segurança com as novas regras do rotativo e a queda da taxa básica de juros não foram suficientes para que os bancos mantivessem a queda nessas linhas de financiamento. As novas regras, em vigor desde o início do mês, só permitem que o consumidor utilize o financiamento rotativ
o por um mês. Depois disso, o usuário é obrigado a quitar a dívida ou negociar o pagamento parcelado, com juros menores.
Para Marcela Kawauti, economista-chefe do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o risco de inadimplência ainda não caiu e pode ter repercutido nos juros do cheque especial e do cartão de crédito no mês passado. “Os bancos ainda estão preocupados com a situação do consumidor. Enquanto não houver queda no desemprego, o risco vai continuar alto”, declarou. O governo federal espera que os juros do rotativo caiam até 245% ao ano.
A empresária Maria José Novaes de Mendonça, 55 anos, descobriu da pior forma que o endividamento nas linhas mais caras de crédito pode prejudicar o orçamento. Entre 2015 e 2016, ela contraiu dívidas nas duas modalidades de financiamento. A pendência do cheque especial subiu de R$ 7 mil para R$ 80 mil em menos de dois anos. Já a dívida do cartão de crédito saiu de R$ 15 mil para R$ 50 mil em menos de um ano.
Negociação
“Acabei de negociar com o banco a dívida de R$ 80 mil. Terei que pagar R$ 28 mil, muito menos do que eu devia, mas muito maior que o valor original. Os juros são extremamente abusivos”, criticou. Por causa da crise, Maria passa por aperto financeiro em casa e na firma de engenharia civil que criou. Segundo a empresária, os juros contribuíram para os problemas financeiros. “Tive que vender dois imóveis, dois carros e reduzir os custos drasticamente. Nunca imaginei que chegaria a essa situação”, lamentou.
Isabela Tavares, analista da consultora econômica da Tendências Consultoria, afirma que a queda nessas linhas de crédito demora mais, e ressalta que houve melhora na média de juros. Os juros médios caíram em março. De acordo com o BC, as taxas para pessoas físicas diminuiram de 73,5% para 72,7% ao ano. Foi a primeira redução no ano.
As taxas de parcelamento de rotativo passaram de 163% ao ano em fevereiro para 158% em março. (Fonte: Correio Braziliense)
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