• 28 de junho de 2018, 10:46
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JURO DO CHEQUE ESPECIAL E DO CARTÃO CAI EM MAIO, MAS CONTINUA ACIMA DE 300% AO ANO


Taxa média do rotativo do cartão de crédito passou de 328,6% para 303,6% ao ano; já a taxa média do cheque especial caiu de 321% para 311,9% ao ano. (Por Laís Lis)

Os juros médios cobrados pelas instituições financeiras no cheque especial e no cartão de crédito caíram voltaram a cair em maio, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Banco Central. Entretanto, as taxas se mantém acima dos 300% ano.

No caso do cheque especial, os juros médios passaram de 321% ao ano, em abril, para 311,9% ao ano, em maio, redução de 9,1 pontos porcentuais.

Já a taxa média do cartão de crédito rotativo caiu de 328,6% ao ano, em abril, para 303,6% ao ano, em maio.

Apesar da queda na taxa de juros, a inadimplência do rotativo do cartão de crédito subiu de 33,7% para 34,8%, entre abril e maio.

Medidas para redução dos juros
No final de abril, o Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou as regras do cartão de crédito, em nova tentativa de reduzir os juros.

Entras as mudanças está a criação de um limite para os juros cobrados dos clientes que não conseguirem pagar o mínimo do rotativo ou que ficarem inadimplentes, e a liberação para que os bancos fixem o percentual mínimo de pagamento da fatura mensal.

Essas mudanças, no entanto, só começaram a ser aplicadas em junho.

Também em abril, os bancos anunciaram novas regras para o uso do cheque especial, que começarão a vigorar em julho. A principal regra anunciada obriga as instituições a disponibilizarem para os clientes opções para o pagamento do saldo devedor do cheque especial em condições mais vantajosas.

Juros bancários e inadimplência
Os juros médios cobrados pelas instituições financeiras nos empréstimos para pessoas físicas e jurídicas também apresentou queda em maio, passando de 40,9% ao ano, em abril, para 39,2% ao ano, em maio.

As taxas referem-se a juros das instituições com recursos livres, ou seja, não consideram as operações feitas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o crédito rural e o crédito imobiliário.

A taxa média cobrada de pessoas físicas caiu de 56,6% ao ano, em abril, para 53,8% ao ano, em maio.

O juro médio nas operações de crédito de empresas caiu menos, passando de 20,8% ao ano, em abril, para 20,6% ao ano, em maio.

Ainda segundo os dados do Banco Central, a taxa de inadimplência com recursos livres apresentou uma leve queda, passando de 4,7%, em abril, para 4,6%, em maio.

Se considerarmos apenas as pessoas físicas e as operações com recursos livres, a taxa de inadimplência caiu de 5,1% para 5%, entre abril e maio. No caso das empresas, a taxa caiu de 4,2% para 4,1%. (Fonte: G1)

 


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