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Apesar do resultado, maior banco privado do país cortou 2.995 postos de trabalho em doze meses; luta por empregos faz parte da campanha dos bancários
O Itaú teve lucro líquido recorrente de R$ 10,737 bilhões no primeiro semestre de 2016. Isso representou uma queda de 10,2% em relação ao lucro recorrente no mesmo período em 2015, que foi de R$ 11,958 bilhões. Mas essa redução foi consequência do aumento das despesas de provisão para devedores duvidosos (PDD), que tiveram um crescimento de 21,4% nos primeiros seis meses do ano, passando de R$ 10,973 bilhões em 2015, para R$ 13,316 bilhões em 2016.
A secretária-geral do Sindicato de SP e funcionária do Itaú, Ivone Maria da Silva, destaca que apesar do resultado inferior ao mesmo período de 2015, o Itaú mantém seus lucros nas alturas e tem todas as condições de atender às reivindicações dos bancários, que lançam sua campanha neste mês e entregam a pauta à Fenaban (federação dos bancos) no dia 9 de agosto.
“Apesar do período de crise financeira por que passa o país, o Itaú e os bancos em geral continuam sendo um dos setores mais lucrativos da economia brasileira. Portanto, não adianta os banqueiros virem com lamentação para a mesa de negociação da Campanha Nacional Unificada, sabemos que eles podem muito bem atender nossas reivindicações, tanto as de remuneração quanto as de emprego, saúde e condições de trabalho”, afirma Ivone. 
A dirigente chama atenção para outro dado importante do balanço, divulgado pelo banco na terça-feira 2. “Mesmo com um lucro altíssimo, o Itaú extinguiu 2.995 empregos em doze meses [de junho de 2015 a junho de 2016], contribuindo assim para agravar a crise no país”, critica.
Ela lembra ainda que apenas com o que ganha com receitas de tarifas e serviços – que tiveram alta de 8% em relação ao primeiro semestre de 2015 –, a instituição financeira cobre 163% de sua folha de pessoal. “Ou seja, não há mesmo nenhuma justificativa para que uma empresa desse porte mande pais e mães de família para a rua. Lucra muito cobrando juros e tarifas exorbitantes da população e devolve desemprego à sociedade.”
Sobre o atendimento a clientes e usuários, Ivone destaca que o banco, apesar de ser uma concessão pública, está fechando agências em todo o país: hoje possui um total de 3.707 unidades, uma redução de 161 em doze meses. “O Itaú está investindo cada vez mais nas chamadas agências digitais.
Mas a tecnologia não pode ser usada para extinguir empregos e prejudicar o atendimento à população, que têm direito ao atendimento presencial. Nossa pauta este ano contém uma série de reivindicações voltadas para essas unidades de atendimento. No Itaú, por exemplo, os dirigentes não têm acesso a essas agências e isso é prática antissindical. Precisamos visitar esses locais até para conferir as condições de trabalho e defender os direitos dos bancários”, argumenta.
Outros números
A carteira de crédito com avais e fianças no primeiro semestre de 2016 foi de R$ 573 bilhões, caindo em torno de 6% em relação ao mesmo período de 2015 (R$ 608,3 bilhões).
A rentabilidade do Itaú no semestre girou em tono de 20,1%, uma redução de 4,6 pontos percentuais em relação ao mesmo período em 2015.
Os ativos totais, em junho de 2016, registraram um valor de R$ 1,395 trilhão, crescimento de 13,44% em relação ao valor de junho de 2015 (R$ 1,333 trilhão).
O índice de inadimplência superior a 90 dias encerrou junho de 2016 em 4,5%, alta de 0,9 p.p. em relação a junho de 2015. (Fonte: Seeb SP)
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