• 14 de setembro de 2015, 10:02
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Intransigência da Caixa prevalece na terceira rodada de negociação específica

 
Empregados devem intensificar mobilizações na próxima semana
 
 

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) exigiu  mais diálogo e menos intransigência da Caixa Econômica Federal nas negociações com os trabalhadores. A cobrança foi feita durante a terceira reunião específica da campanha salarial, nesta sexta-feira (11), em Brasília (DF), quando os negociadores da empresa voltaram a apresentar inúmeras negativas às reivindicações, como isonomia, fim do GDP e abono dos dias de paralisação em defesa da Caixa 100% Pública e contra do Projeto de Lei da terceirização e reversão dos reflexos na carreira. As alegações são as mesmas dos encontros anteriores: respaldo por dispositivo legal ou limitação de recursos.


 

O Comando Nacional dos Bancários orientou as federações e os sindicatos a realizarem manifestações e atividades lúdicas nos dias de negociações, com objetivo de chamar a atenção da população sobre os temas da campanha e pressionar os bancos para que atendam às reivindicações dos trabalhadores.

Isonomia

No debate sobre isonomia, a Caixa recusou a extensão da licença-prêmio e do anuênio (ATS) para todos os admitidos a partir de 1998. Os interlocutores do banco alegaram que a proposta é inviável por conta do elevado custo. Os membros da CEE/Caixa discordaram da argumentação da empresa, solicitaram o estudo que foi realizado em 2013, e lembraram que a não extensão desses benefícios gera uma divisão dentro da própria empresa.

Foram reivindicados ainda outros itens em relação a isonomia:  o fim da discriminação dos empregados do REG/ Replan não-saldado; manutenção das gratificações dos empregados envolvidos em processos de apuração sumária, até que seja dado direito à ampla defesa; e revisão da Estrutura Salarial Unificada e Plano de Cargos e Salários da carreira administrativa com valorização salarial, entre outros.

Organização do Movimento

A Caixa não aceitou abonar os dias de paralisação realizados pelos trabalhadores em 27 de fevereiro, em defesa da Caixa 100% Pública, e nos dias 15 de abril e 29 de maio, contra o Projeto de Lei que escancara a terceirização, bem como a reversão dos reflexos na carreira. Para os membros da CEE/Caixa, a medida é uma forma de retaliar a mobilização dos trabalhadores.

Ainda, sobre o tema organização do movimento, o banco recusou a liberação dos delegados sindicais e representantes de entidades sindicais e associativas para participarem de reuniões, cursos, seminários, congressos e plenárias, quando solicitado pelos sindicatos; estabilidade e falta de mobilidade para os delegados sindicais suplentes; e a manutenção da função para todos os integrantes da CIPA, delegados sindicais e dirigentes sindicais pelo mesmo tempo de estabilidade e da inamovibilidade.

Segundo a CEE/Caixa, as entidades têm dificuldades de conseguir as liberações dos dirigentes. A empresa alegou que o pleito é uma interferência na gestão e não pode ser acatado.  

Carreira

Na negociação desta sexta-feira, teve início o debate sobre apenas um ponto da minuta específica relacionado à carreira: Gestão de Desempenho de Pessoas. Os trabalhadores reivindicam o fim do GDP. E a resposta da Caixa foi a mesma das reuniões anteriores: o programa será mantido e a empresa pretende ampliá-lo até 2016.

Os sindicalistas também contestaram os sistemas de rankeamento no banco. Há informações de que a Caixa vai lançar um canal de acompanhamento individual de vendas, a ser utilizado nas avaliações do GDP. As representações dos trabalhadores são contra a individualização das metas, porque esta medida causa o acirramento da competição entre os empregados que, entre outros problemas, agrava o adoecimento da categoria. O rankeamento fere, inclusive, o que está acordado no CCT.

Como não foi possível esgotar toda a pauta sobre carreira e nem debater as questões relativas ao Saúde Caixa, ficou definido que a próxima negociação, agendada para sexta-feira da próxima semana, 18 de setembro, que será das 9 às 18h.

Esclarecimentos

Indagada sobre o intervalo de 15 minutos para mulheres, os interlocutores da Caixa informaram que o banco está cumprindo o que está previsto no artigo 384 da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). Segundo a legislação, para fazer hora extra as trabalhadoras devem realizar esta pausa antes de iniciar a prorrogação do período de trabalho. A CEE/Caixa vai solicitar que as federações e os sindicatos debatam esse tema em suas bases.

 *Fenae com edição da Fetrafi-RS

 


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