• 19 de março de 2019, 10:23
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HSBC volta ao Brasil com Foco em atacado


O HSBC está de volta. O banco britânico colocou em marcha um plano para reconstruir suas operações no Brasil, dois anos e meio depois da conclusão da venda da subsidiária local para o Bradesco por US$ 5,2 bilhões. (Por Talita Moreira e Flávia Furlan)

A volta, no entanto, será de um HSBC repaginado. Na nova fase, a instituição financeira terá foco apenas no segmento de atacado -- empréstimos, operações de banco de investimentos, tesouraria, comércio exterior e serviços para multinacionais e grandes empresas. O banco não tem planos de remontar uma operação de varejo, área em que chegou a ter 5 milhões de clientes no país.

"O Brasil é um ponto de conectividade de importância mundial para alavancar negócios. Queremos montar um banco de atacado completo", afirma Alexandre Guião, presidente do HSBC no país. O executivo revelou com exclusividade ao Valor os planos da instituição.

Mesmo após a venda, o HSBC não chegou a ir embora de vez do país. Nos últimos anos, a instituição continuou a atender clientes brasileiros em transações fora do país e a fazer câmbio e derivativos vinculados a operações "offshore". Eram os negócios que escapavam a um acordo de não competição firmado com o Bradesco, que vigorou até o fim do ano passado.

Agora, sem essas amarras, o banco colocou o pé no acelerador. A equipe que restou do HSBC pós-Bradesco, de 80 pessoas, será triplicada nos próximos cinco anos. A maior parte das contratações será feita até o fim de 2020, segundo Guião -- que era o responsável pelas operações de atacado no banco "antigo".

O processo de montagem do time já começou. Foram definidos os chefes das principais áreas de negócios. Rogério Guimarães, que havia ido para o Bradesco, está de volta ao HSBC como responsável pela área de commercial banking, que atende empresas locais. Paulo Muraka foi trazido do BNP Paribas para cuidar de financiamento ao comércio exterior e recebíveis. Fábio Caputo, que trabalhava no HSBC do Japão, vai comandar a tesouraria. A área de global banking, responsável pelo relacionamento com clientes globais, ficará a cargo de Marcelo Soares, que já estava no banco. Conrado Maciel será o chefe de banco de investimentos, área que será reforçada por Claudio Matos nas operações de renda fixa local e internacional.

Sem abrir números, Guião afirma que o objetivo é triplicar a receita no país também num prazo de cinco anos. Nos nove primeiros meses do ano passado, o HSBC Brasil teve R$ 78,1 milhões em receita, mas a cifra não é uma referência do volume total de negócios, já que grande parte das operações com o país é feita por meio do balanço do banco em outros mercados.

De acordo com o executivo, o banco reteve no país parte do dinheiro levantado com a venda das operações ao Bradesco.

Por isso, o novo HSBC começa com uma base de capital de aproximadamente R$ 1,1 bilhão, considerada suficiente para dar sustentação aos primeiros anos.

Com as operações restritas devido ao contrato assinado com o banco brasileiro, o HSBC tinha limitações para usar seu capital. "A Basileia do banco está explodindo", diz o executivo. Em setembro, o índice de Basileia, medida de capital de uma instituição financeira, estava em 42,1%, enquanto o mínimo exigido pela regulamentação é de 10,5%.

O dinheiro foi deixado no país porque os planos de retomar os negócios no Brasil sempre existiram, só era preciso esperar o fim do período de não competição. E ele veio, segundo Guião, num bom momento, com a recuperação do crédito a empresas e um resultado eleitoral que trouxe a promessa de reformas na economia.

A aposta no Brasil também se encaixa nos planos do novo executivo-chefe global do HSBC, John Flint, de colocar o banco em "modo de crescimento". O sucessor de Stuart Gulliver vem tentando acelerar o ritmo dos negócios depois de anos de reestruturação e revisão de processos internos.

"A intenção é reconquistar nossa posição no mercado brasileiro, voltar a ser o banco estrangeiro de referência", diz Guião. O foco de atuação, por enquanto, recairá sobre um grupo de 600 a 650 clientes. Desses, cerca de 550 são empresas multinacionais. As demais são grandes empresas brasileiras.

É uma fração da carteira de 9 mil empresas que o banco atendia anteriormente. "O plano atual é baseado nos clientes aos quais já temos acesso, mas podemos ampliar o foco com o tempo", afirma.

O banco planeja oferecer crédito em moeda local e estrangeira, estruturar operações no mercado de capitais e serviços de gestão de caixa para empresas. Também vislumbra atuar em negócios que devem vir a reboque do novo governo. Assessoria a processos de privatização e atuação nos empréstimos aos Estados com garantia da União, por exemplo, são negócios que estão no radar da instituição.

Para isso, o HSBC vai pleitear no BC uma autorização de banco múltiplo, com a qual poderá dar crédito em moeda local. A instituição obteve, logo após a venda, uma licença de banco de investimento no país. Foi com ela que vinha atuando nos últimos anos. (Fonte: Valor Econômico)

 


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