• 05 de outubro de 2015, 09:47
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Greve começa amanhã dia 06

Após péssima proposta apresentada pelo setor que mais enche os cofres no Brasil, categoria mais uma vez vai à luta pela valorização que merece
Os bancários entram em greve por tempo indeterminado nesta terça-feira 6 após rechaçarem com veemência, em assembleias por todo o Brasil, a proposta apresentada pela federação dos bancos (Fenaban) para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Nas mesas específicas com Banco do Brasil e Caixa Federal, nem proposta foi apresentada para renovação dos respectivos acordos aditivos.

Tempo e diálogo não faltaram para os banqueiros resolverem o processo nas mesas de negociações. As três pautas, democraticamente construídas com a participação de trabalhadores de todo o país, foram entregues em 11 de agosto e, de lá para cá, foram seis rodadas de debates só com a Fenaban. Houveram negociações com a direção do Banco do Brasil e com a diretoria da Caixa. A data base dos três acordos é 1º de setembro.

Foram mostrados para eles com vários dados que é possível, e necessária, a valorização da categoria, na última reunião vieram com a pior proposta dos últimos anos que traz perdas enormes para a renda dos trabalhadores e não contempla outras prioridades, como garantia de emprego, combate ao assédio moral e metas abusivas, igualdade de oportunidades para todos, dentre outros pontos da pauta.

Os bancos ofereceram reajuste de 5,5% nos salários e verbas, ante a inflação de 9,88% no período, o que geraria perda de 4% nos salários, anulando os ganhos reais conquistados, com muita luta, nos dois últimos anos. Só em 2013, foi quase um mês de greve. No vale-refeição, o reajuste não pagaria uma coxinha, já que representaria R$ 1,43 ao dia.

O abono de R$ 2,5 mil também foi rechaçado. A categoria entendeu que, além de ser pago só uma vez, o valor não integraria o salário e, consequentemente, não se incorporaria ao FGTS, à aposentadoria nem ao 13º, gerando perdas enormes também no longo prazo. Fora que sequer seriam esses R$ 2,5 mil, porque sobre eles incidem imposto de renda e INSS.

Cofres cheios

A intolerância da categoria com a proposta não é à toa, afinal os bancos passaram bem longe da tal crise alardeada. Engordaram seus cofres no primeiro semestre lucrando R$ 36,3 bilhões, 27,3% a mais do que o mesmo período do ano passado (resultado de BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander).

De 2013 para cá aumentaram as tarifas 11 vezes mais que a inflação e 9,83 vezes mais do que pagam para os bancários. Só com o que arrecadam com elas, daria para cobrir todas as folhas de pagamento e sobraria muito para contratar mais, necessidade premente da categoria.

E como falar em crise para negar as reivindicações, se o setor paga, em média, quase R$ 420 mil por mês para cada executivo, contra o salário médio de R$ 6,2 mil para os trabalhadores? Justamente eles, os bancários, grandes responsáveis por ir para a linha de frente e gerar tanto resultado.

Aí chega na hora de negociar, eles desrespeitam todas as nossas reivindicações. É uma proposta vergonhosa. A categoria bancária tem de ser respeitada, valorizada, pois são os responsáveis pelos lucros. Vamos fazer uma greve muito forte para mostrar a reprovação dos trabalhadores com a proposta dos bancos.

Confira abaixo as Principais reivindicações

Reajuste salarial de 16% (reposição da inflação do período de setembro 2014 a agosto de 2015, mais 5% de aumento real);
PLR equivalente a 3 salários mais R$7.246,82;
Piso de R$ 3.299,66 (salário mínimo do Dieese, valor de junho);
Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$788,00 ao mês;
Melhores condições de trabalho;
Fim das metas abusivas e do assédio moral;
Isonomia entre os empregados pré e pós 1998 nos bancos públicos;
Garantia do emprego;
Fim das filas com mais contratações de bancários;
Combate às terceirizações e luta contra a aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal; Plano de Cargos e Salários (PCS) para todos os bancários;
Igualdade de oportunidades com o fim das discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).


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