• 21 de julho de 2016, 10:37
  • Aumentar Fonte
  • Diminuir Fonte
  • Imprimir Contéudo

Grandes bancos pagam menos Participação nos Lucros e Resultados do que os médios no Brasil

O tema está em discussão no Seminário sobre PLR da categoria bancária na Contraf-CUT

20/07/2016

Seminário segue nesta quarta-feira (20) - Contraf-CUT

O seminário "PLR na categoria bancária, no BB e na Caixa e as especificidades de Itaú e Santander", no auditório da Contraf-CUT, em São Paulo, reúne bancários de todo o Brasil, nesta quarta-feira (20). A categoria, que se prepara para a Campanha Nacional 2016, discute a legislação vigente sobre PLR no país e os programas específicos de remuneração variável das instituições bancárias.

Ao abrir o encontro, Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT, destacou que PLR é um tema espinhoso, e com a conjuntura atual exige ainda mais mobilização e conhecimento dos bancários.

“Em 1995, fomos a primeira categoria a conquistar a PLR na CCT. Mas hoje, a remuneração variável representa 19% do salário e corremos o risco de começarmos a trabalhar com um salário físico pequeno e um imenso variável. É um assunto que precisa de ampla discussão”.

A minuta da categoria será construída na 18ª Conferência Nacional dos Bancários, de 29 a 31 de julho em São Paulo, e a entrega da pauta de reivindicações para a Fenaban já tem data marcada, 9 de agosto.  

“Temos pressa, queremos negociar o quanto antes. O momento é difícil, além da nossa Conferência, com os temas encaminhados pelos encontros regionais, teremos um seminário com especialistas da academia para nos ajudar a analisar a conjuntura mais gelatinosa que já vivemos, pela manhã é uma coisa, à tarde, é outra”, observou o dirigente.

Roberto lembrou também que em agosto termina o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, “havendo um cenário em que Dilma não retorne à presidência, teremos os mesmos problemas e ainda outros gerados pelo governo golpista de Temer, nestes sessenta dias. Já são muitos ataques aos trabalhadores e retiradas de direitos. Nem na ditadura, vimos esta velocidade tão grande contra a CLT. Mas tenho muita confiança no nosso movimento sindical bancário, vanguardista em tantas lutas. Com nossa unidade e mobilização vamos vencer”, reforçou Roberto von der Osnten.

A mesa de abertura do Seminário também contou Ernesto Izumi, secretário de formação da Contraf-CUT, Fabiana Uehara, secretária da Juventude, e Alberto Maranho, diretor da Fetec CUT/ SP, parceira da Contraf na organização do evento. Todos ressaltaram a importância do debate e a participação dos bancários.

PLR da categoria

Apesar da PLR estar na Constituição desde 1946, só virou lei de fato em 2000.  Após a explanação inicial dos dirigentes sindicais, o economista do Dieese, Gustavo Cavarzan apresentou um histórico referente à Participação nos Lucros e Resultados no Brasil e informações sobre a CCT específica de PLR da categoria bancária.No setor bancário, além da remuneração prevista em lei, as instituições também possuem seus próprios programas de participação nos resultados, o que não têm representado a garantia de distribuição justa dos lucros aos funcionários.“O pagamento de PLR está isento de encargos trabalhistas e previdenciários. Para o empresário é mais barato pagar PLR do que salário. Mas o trabalhador tem grande perda, quando vai se aposentar, por exemplo, já que a remuneração não tem incidência tributária”, explicou Gustavo.

Levantamento apresentado pelo economista também evidenciou que os bancos maiores acabam pagando menos PLR do que os médios, ao levar em conta o limite máximo de 12,8% na distribuição.

“Quanto maior o lucro, menor a distribuição, porque o banco distribui o teto. Em 95, com uma regra mais simples, Bradesco e o Itaú distribuíam 14% do lucro. Em 2015, o índice do Itaú, maior banco da América Latina, foi de 5,2%. O Bradesco, 6,6%.  Na caixa, o percentual de distribuição chegou a 17,5% no mesmo período”, informou o economista.

A regra básica atual da PLR da categoria bancária é de 90% do salário + R$ 2.021,79 (com teto de R$ 10.845,92). Deve ser aplicada para todos os bancários, mas cada instituição tem particularidades. Na caixa, por exemplo, aplica-se a regra entre 5% e 12,8% do lucro líquido do banco. No Santander, Bradesco e Itaú, os valores individuais dos bancários são majorados até o limite de 2,2 salários, ou até que o montante chegue a 5% do lucro, o que ocorrer primeiro. Mas por este critério acabam distribuindo menos que o mínimo.

Problemas enfrentados com a atual regra:

- Falta de transparência nas informações (média salarial, número de bancários, montante gasto, etc);

- Atualmente, a majoração da regra básica dá vantagem ao banco e não ao trabalhador, já que utiliza-se do formato “o que ocorrer primeiro” (5% ou 2,2 salários);

- Programas próprios dos bancos que nem sempre compensam;

- Falta de discriminação no Balanço/Holerite, o que é programa próprio e o que é PLR da CCT;

- Grandes bancos acabam distribuindo uma parte menor do lucro líquido do que os bancos pequenos e médios.

Entre 1995 e 2015, o lucro dos bancos cresceu 1.129% acima da inflação. Já a PLR paga para o cago de caixa teve crescimento real de 324% entre 1995 e 2015, demonstrou os gráficos apresentados pelo economista do Dieese.

Fonte: Contraf-CUT


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Edital Itau

Edital Itau

08 de janeiro de 2026, 21:00
Edital PPR 2025

Edital PPR 2025

09 de dezembro de 2025, 14:23
Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Erechim e Região ::

©2012 Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Erechim e Região

Todos os direitos reservados

Avenida Maurício Cardoso, 335, Sala 202
CEP 99700-426 - Erechim - RS
Fonex/Fax: (54) 3321 2788
seeb@bancarioserechim.org.br

Municípios da Base: Erechim, Aratiba, Áurea, Barão do Cotegipe, Barra do Rio Azul, Barracão, Benjamim Constant do Sul, Cacique Doble, Campinas do Sul, Carlos Gomes, Centenário, Cruzaltense, Entre Rios do Sul, Erebango, Erval Grande, Estação, Floriano Peixoto, Gaurama, Getúlio Vargas, Ipiranga do Sul, Itatiba do Sul, Jacutinga, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Marcelino Ramos, Mariano Moro, Paim Filho, Paulo Bento, Ponte Preta, Quatro Irmãos, São José do Ouro, São João da Urtiga, São Valentim, Severiano de Almeida, Três Arroios, Viadutos, todos no Estado do Rio Grande do Sul.

 Superativa | Orby