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Ir ao banco em Erechim é uma tarefa de paciência. A demora no atendimento na rede bancária é algo corriqueiro e já foi denunciado em reportagem especial do Jornal Bom Dia no fim de 2016. Na mesma proporção do crescimento populacional da maior cidade do Alto Uruguai a demanda pelos serviços bancários, também aumenta a cada ano, assim como o número de reclamações de clientes e usuários que se mostram insatisfeitos com o serviços prestados pelas instituições financeiras instaladas no município. De acordo com informações do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) o Itaú lidera o ranking de reclamações e a agência de Erechim já foi multada quatro vezes pela morosidade no atendimento.
Reincidente, o banco que tem sede em São Paulo escapou de mais uma penalidade na tarde da última terça-feira (7). De acordo com denúncias apresentadas por telefone ao Procon e ao Sindicato dos Bancários, a agência ficou lotada no início da semana e a carência de pessoal no órgão fiscalizador impediu que a instituição fosse notificada pela infração prevista em lei municipal. O Procon está sem coordenaria e a única fiscal entrou em, período de férias.
Na manhã de ontem (8) a reportagem do Bom Dia foi conferir a problemática do atendimento na agência bancária localizada na Rua Torres Gonçalves. Na porta sobravam correntistas insatisfeitos com as filas e o atendimento. O gerente de loja, Jaelyson Silva (26), que é cliente há nove anos do Itaú, destaca que já pensou em até mesmo mudar de banco devido a demora no atendimento. Para o eletricista Adilson Alves Neto, também de 26 anos, os maiores problemas estão no inicio do mês. "Chegamos aqui e muitas vezes têm mais de cinquenta pessoas e apenas dois caixas atendendo", comenta. A vendedora Maria Amorin (42), cliente há dois anos do Itaú, destaca que assim como em outros bancos existe a demora, mas que no Itaú não tem visto melhorias. "Sempre é assim. A gente demora a gente ser atendida. Já fazem dois anos e eu nunca vi nenhuma mudança", ressalta.
Fiscalização prejudicada
Por telefone, a única fiscal de defesa do consumidor de Erechim, Charlotte Caron, que está em férias, explicou que a impossibilidade do atendimento do Procon, não prejudica a denúncia feita pelos usuários. "Infelizmente nenhum consumidor foi até a unidade do Procon, mas se eles irem com o senha do atendimento em mãos, certamente será feito o registro e posteriormente essas demandas serão apuradas, pois é gerado um processo administrativo contra o banco. É importante lembrar que o usuário não ficará sem atendimento e nem prejudicado neste período", pontua.
A fiscal do Procon também destaca que na próxima sexta-feira (10), deverá se reunir com o secretário de Obras Públicas, Vinicius Anziliero, que responde interinamente pela Secretaria Municipal de Segurança Pública, para debater sobre a possibilidade de contratação de novos fiscais. "Essa é uma demanda antiga, pois a cidade cresceu. Não temos um número exato de quantos profissionais seriam necessários, mas a certeza é que precisamos de mais fiscais", relata a servidora.
Legislação
Para fazer com que os bancos cumpram um bom atendimento, uma lei municipal assinada em 2006 pelo ex-prefeito, Eloi João Zanella, determina que todas as agências bancárias, lotéricas e dos correios de Erechim, são obrigados a atender os usuários em um tempo máximo de 15 minutos em dias normais, e até 30 minutos na véspera ou no dia seguinte ao feriado prolongado. Contudo quase 11 anos após a criação da lei que regulamenta os atendimentos nestes estabelecimentos é difícil encontrar alguém satisfeito.
Para a fiscal de defesa do consumidor a reincidência dos bancos está ligada a lei branda que não determina punições rigorosas aos bancos. "Atualmente a principal notificação é a multa, que é de pouco mais de R$ 1, 4 mil, mas os bancos podem ter seus direitos suspensos por 24horas ou até mesmo perder o alvará de funcionamento. Para isso são necessários muitas autuações", destaca Charlotte.
Sindicato dos Bancários
O Sindicato dos Bancários de Erechim, lamentou a situação ocorrida no Itaú. Segundo o tesoureiro da entidade, José Nelson Fachini, o trabalho na agência bancária tem se tornado insustentável para os servidores e também clientes. "As filas chegam a sair da agência. Com isso muitas pessoas reclamam e também os funcionários que tentam fazer um bom atendimento, mas infelizmente não é possível com a falta de efetivo existente na agência", comenta o sindicalista. Segundo a secretária do Sindicato dos Bancários, Rozeli Golfeto, a principal orientação é que as pessoas ao ficarem muito tempo na fila, procurem o Procon. "Neste caso não tinha fiscais, mas acredito que isso deva se resolver em breve", comentou.
O que diz o Itaú?
Procurada pela reportagem do Bom Dia, a gerente da agência de Erechim, preferiu não se manifestar e solicitou que o jornal entrasse em contato com a assessoria de comunicação do grupo Itaú - Unibanco. Até fechamento desta edição a empresa não havia se manifestado oficialmente.
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