• 04 de setembro de 2015, 09:25
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Federação e Sindicato filiados discordam da Caixa sobre o GDP

O assédio moral na CAIXA tem ocupado, com muita ênfase, as pautas sindicais e é uma preocupação constante dos empregados da Caixa. A empresa criou recentemente e já implantou nos níveis gerenciais um sistema de cobranças impositiva e abusiva chamada GDP - GESTÃO DE DESEMPENHO DE PESSOAS, que na pratica nada mais é que cobrança individual de metas,  supostamente "negociadas" com o  gestor.

 
A GDP é uma questão de assédio moral explicito na categoria bancária e  entrelaça-se com outro grande problema existente no cotidiano dos ambientes de trabalho: a imposição e a cobrança de metas abusivas.

Esta imposição pela Caixa é característica marcante do trabalho bancário nos últimos anos e  transformou-se em um fator de risco inerente da profissão de bancário. Além dos riscos já estudados e conhecidos do trabalho bancário, como os riscos ergonômicos, os movimentos repetitivos, o ritmo de trabalho acelerado, o risco iminente de assaltos e sequestros, a imposição e a cobrança de metas revela o mais  grave fator de risco à saúde de bancários e bancárias, situando esses profissionais entre os que mais se afastam do trabalho por problemas psíquicos.

Entretanto, o assédio moral na CAIXA  vem de forma disfarçada e é um sério sinal da degradação das relações de trabalho, bem como do próprio ambiente de trabalho. A GDP criará problemas seríssimos, colocando os empregados em constante processo de conflitos entre si, sim, pois o gestor da unidade (agência) também é um empregado e neste momento está sendo obrigado a fazer o papel de banqueiro, determinando o modo de execução das tarefas diárias e definindo as relações entre as pessoas.

As conseqüências serão nefastas para todos: empresa, empregados e a sociedade de um modo geral que depende de um sistema bancário onde a CAIXA está inserida por ser o principal banco gestor dos programas sociais do governo, entre eles os programas habitacionais, bolsa família, FGTS etc...

A manutenção dessa prática de assédio moral, relacionada ao controle e cobrança pelo atingimento das metas de produtividade individualizadas e estabelecidas "de cima para baixo", fatalmente impactarão negativamente no desempenho das atividades do economiário, visto que a pressão psicológica que sofrerão serão extremamente donosas para a sua saúde e consequentemente de sua sua família.


A regra é simples e direta: o bancário que não "bate suas metas" pode perder sua função, e será colocada em duvida a sua capacidade de realização, será humilhado diante dos seus pares com divulgação dos famosos "ranking's". Esta é a pratica da administração atual da empresa.

Neste modelo praticamente, não há espaço para diálogo no ambiente de trabalho. Menos ainda possibilidade de discussão sobre  outros meios de atingir metas impostas pelo banco, bem como não há espaço para diagnóstico do reais motivos do não atingimento dessas metas em um dado período fixado.

Estrategicamente, a CAIXA individualiza as metas e submete os trabalhadores às chamadas "avaliação de desempenho individual", caminho propício para a prática de assédio moral, expondo a situações constrangedoras e até humilhantes aqueles trabalhadores que não as atingirem. Ou seja, o bancário é cobrado individualmente por metas que, primeiramente,não foram definidas tampouco discutidas por ele. 

Quem entende um pouco de administração sabe e muito bem que a realização plena das metas, depende de variadas questões, como o perfil socioeconômico da região em que a agência bancária está sediada, o perfil da clientela da região, a aceitação e a adequação do produto bancário oferecido aos clientes, a saturação do mercado bancário e o número de empregados geralmente insuficientes para a boa execução das tarefas. São questões primordiais que influenciam nos resultados e que não são levados em consideração na hora de se avaliar o trabalho desempenhado. 

Busca-se apenas o resultado individualizado do trabalho que se materializa na concretização da meta, desconsiderando esses fatores primordiais.

As metas devem ser estabelecidas coletivamente, bem como todo o processo de trabalho que venha a levar para a sua realização ou não. E que os mecanismos de cobrança e acompanhamento tenham a interferência e a participação direta e ativa de todos os bancários envolvidos.

Esta nova sistemática (GDP)  que a CAIXA  está implantando gerará adoecimento, tanto físico quanto mental,  problemas que já temos vivenciados no dia a dia, nas agências principalmente pois é nas unidades de ponta que estão os principais agentes deste processo: cliente, empregado e gestor, e, também  em menor grau nas Superintendências Regionais. 

A nossa atuação é de persistência na luta por um ambiente de trabalho saudável, contra imposições e desrespeito  ao bancário. O momento é ímpar para movimentação e mobilização da categoria, principalmente na mesa de negociação exigindo que a Caixa cumpra o acordo e respeite o empregado que gera os lucros sempre crescentes ano após ano..

A alta administração da Caixa tem obrigação de debater o assunto com  os trabalhadores bancários que  já estão sendo extremamente exigidos, e desgastados, muito mais neste cenário econômico, onde a escassez de recursos financeiros das empresas e das famílias tem-se agravado exponencialmente aumentando  o sofrimento mental que já tem atingido gerentes, chefias, caixas e escriturários em todos os bancos. 

E que, de fato, a CAIXA  e os demais bancos mostrem o minimo  interesse em firmar compromissos com perspectivas para a criação de novas condições de trabalho, com bases na prevenção de doenças, de combate aos riscos à saúde do trabalhador e de promoção da saúde porque é desta mão-de-obra que saem os lucros que com galhardia alardeiam na imprensa a cada trimestre.

E que, de fato, o trabalho bancário seja sinônimo de satisfação, de vida digna, de reconhecimento social, de crescimento pessoal, e não de humilhação, de opressão e adoecimento dos trabalhadores.


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