• 06 de dezembro de 2018, 10:13
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EM DOIS ANOS, BRASIL PERDEU MAIS DE 2,3 MILHÕES DE POSTOS DE TRABALHO FORMAL


No mesmo período, aumentou em cerca de 1,2 milhão o número de trabalhadores informais. Renda de quem não tem carteira assinada é 76% menor que a do empregado formal. (Por Daniel Silveira, G1)

A crise no mercado de trabalho fez o Brasil perder mais de 2,3 milhões de postos de trabalho formal em dois anos. É o que aponta o levantamento divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, o país encerrou 2017 com 54,2 milhões de trabalhadores formais. Em 2015, eram 56,5 milhões de trabalhadores formais.

Já o trabalho informal aumentou em 1,2 milhão o seu contingente neste mesmo período. Em 2015, havia no Brasil 36,1 milhões de trabalhadores informais. Esse número chegou a 37,3 milhões em 2017.

O IBGE considera como trabalho formal aquele com carteira de trabalho assinada, inclusive do empregado doméstico, assim como o trabalhador por conta própria e o empregador que sejam contribuintes da previdência social.

Já o trabalho informal engloba os trabalhadores, incluindo os domésticos, que não possuem carteira assinada, bem como trabalhador por conta própria e empregador que não contribuem com a previdência, além do trabalhador familiar auxiliar.

2 em cada 5 trabalhadores são informais
Conforme o levantamento, em 2015, 61% dos trabalhadores ocupados no país estavam em postos formais. Em 2017, esse percentual caiu para 59,2%. Já o trabalho informal saltou de 39% para 40,8% no mesmo período, o que representa 2 em cada 5 trabalhadores do país.

Regionalmente, a informalidade estava mais presente nas Regiões Norte e Nordeste, onde os trabalhadores informais representavam, respectivamente, 59,5% e 56,2% da população ocupada. Sudeste e Sul tinham a menor proporção de informalidade, 33,8% e 29,1%, respectivamente. No Centro-Oeste, os informais representavam 39,1% dos trabalhadores informais.

A pesquisa mostrou, também, que a população preta e parda representava 46,9% dos trabalhadores informais, enquanto a branca, 33,7%. Já na análise por sexo, o IBGE destacou que "a proporção de homens e mulheres em trabalhos formais e informais é semelhante", embora varie de acordo com a categoria de ocupação.

Segundo o IBGE, entre os trabalhadores informais os homens são maioria quando considerados somente os empregados sem carteira assinada e os trabalhadores por conta própria. Já as mulheres são maioria entre os trabalhadores familiares auxiliares "e compõem quase que integralmente o trabalho doméstico sem carteira".

Serviços domésticos e agropecuária lideram a informalidade
Ainda de acordo com o IBGE, as atividades que mais concentram o trabalho informal são as de serviços domésticos e agropecuária. Nestas duas atividades, mais de 2/3 do pessoal ocupado era informal.
 

"Ao contrário de Serviços domésticos, na Agropecuária, este percentual foi sendo reduzido ao longo da série histórica por conta da diminuição do pessoal ocupado na atividade, que foi mais intensa entre os informais", destacou o IBGE.

Já a administração pública tinha a menor proporção de trabalhadores informais - 20,8%. Saúde, Educação e serviços sociais aparece em segundo lugar, com 21,7% de seus trabalhadores ocupados de maneira informal.

Carteira assinada tem renda 76% maior
O IBGE mostrou que a diferença entre os salários pagos ao trabalhador com carteira assinada é, na média nacional, 76% maior que daquele que não tem registro formal.

O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro em 2017 foi de R$ 2.039. Para o empregado com carteira assinada, o salário médio era de R$ 2.038, enquanto para o sem carteira foi de R$ 1.158.

Para o trabalhador por conta própria, a média de rendimento mensal no ano passado foi de R$ 1.557. Já para militares e funcionários públicos, essa média foi de R$ 3.767. Os maiores rendimentos eram obtidos pelos empregadores - R$ 5.211.

Cor e gênero
Em 2017, os trabalhadores brancos (R$ 2.615) ganhavam, em média, 72,5% mais que os pretos ou pardos (R$ 1.516) e os homens (R$ 2.261) recebiam 29,7% a mais que as mulheres (R$ 1.743). (Fonte: G1)

 

 


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