• 04 de abril de 2017, 10:13
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Como os principais bancos vão parcelar o cartão de crédito, com o “fim” do rotativo

Chega daquela história de deixar o cliente “pendurado” no rotativo, pagando juros de 500% ao ano. A partir de agora, os bancos vão ter que parcelar as dívidas. Quem pagar valor inferior à fatura vai poder parcelar | Marcos Santos/USP Imagens Quem pagar valor inferior à fatura vai poder parcelar (Naiady Piva)

Um dos grandes responsáveis por render ao Brasil a fama de ter os “maiores juros do mundo”, o crédito rotativo do cartão de crédito deixa de existir, nesta segunda-feira (3), da forma como ocorria até hoje. A partir de agora, nenhum banco ou instituição financeira pode manter o cliente por mais de 30 dias nesta modalidade.

Depois desse prazo, o cliente que não quitar o saldo devedor vai poder optar por um parcelamento da dívida. Até então, o cliente podia ficar indefinidamente pendurado no crédito rotativo, pagando juros de quase 500% ao ano.

As taxas do rotativo são, há muito tempo, as maiores do mercado, acima de 15% ao mês, em média. Ao longo das últimas semanas, todos os bancos criaram formatos novos de parcelamento para atender à mudança. As principais instituições financeiras vão cobrar de 1% a 10% ao mês no parcelamento.

Mas especialistas advertem que, se os consumidores não se organizarem, o alívio dos juros pode não ser suficiente para voltar ao azul. Simulações mostram que quem fizer parcelamentos muito longos para quitar o cartão pode acabar pagando mais juros do que se quitasse o rotativo que existia até agora em um período mais curto.

A recomendação é: ao cair no parcelamento pós-rotativo, o cliente deve buscar imediatamente um crédito pessoal junto ao banco, cujas taxas são menores.

Além disso, os juros do parcelamento praticados hoje têm aumentado. Na quarta-feira, o BC informou que, em fevereiro, os juros do crédito parcelado do cartão de crédito subiram de 161,9% para 163,5% ao ano, enquanto os do rotativo caíram 5,2 pontos percentuais, para

“Reformas microeconômicas” do governo Temer
Definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em janeiro, as regras visam a reduzir os juros cobrados ao obrigarem a migração para opções de financiamento menos onerosas como, por exemplo, o parcelado, e fazem parte da agenda de reformas microeconômicas do governo de Michel Temer.

O CMN anunciou a mudança em um momento em que o governo buscava uma agenda positiva. O argumento foi justamente o nível elevado de juros dessa modalidade de crédito, o que acabava resultando em mais inadimplência.

O BC argumentou que a medida ajudará também o balanço dos bancos. A expectativa do governo e do setor de cartões é de que os juros cobrados aos consumidores caiam pela metade, contribuindo para reduzir a inadimplência. Para os bancos, a mudança deve pesar na margem de lucro, em um primeiro momento. No entanto, executivos acreditam que o impacto tende a ser minimizado à medida que reduza a inadimplência.

Confira as novas regras de parcelamento anunciadas pelos principais bancos

Banco do Brasil
– Os clientes passam a ser obrigados a liquidar o saldo remanescente da fatura anterior. Caso contrário, devem contratar um parcelamento
– Pagamento mínimo da fatura: passa a ser composto pelo saldo não pago da fatura anterior (se houver), somados aos encargos do rotativo, mais 15% sobre os gastos do mês.
– Se houver parcelas de financiamento de faturas anteriores, elas também são incluídas no pagamento mínimo.
– Cliente pode escolher opção de parcelamento de sua preferência. Caso contrário, parcelamento é feito automaticamente em 24 meses, sendo obrigatório o pagamento de uma entrada
– As taxas atuais variam de 1,92% a 9,79% ao mês, para o rotativo; e de 1,91% a 9,38% mensal, para o parcelado.

Bradesco
– Crédito rotativo é extinto, a partir de abril
– Banco disponibiliza apenas o parcelamento da fatura, com juros entre 3,6% e 9,8% ao mês, dependendo do perfil do cliente
– Taxa representa uma fatura mais barata em cerca de 30%, em relação ao rotativo
– Pagamento mínimo da fatura passa a ser o valor da parcela mais 15% das compras realizadas naquele mês

Itaú Unibanco
– Parcelamento passa a ser automático para quem não quitar a fatura nem optar por um financiamento
– Valor será parcelado em 12 meses, com taxas de 0,99% a 8,9% ao mês
– Taxa do rotativo, que incide sobre o primeiro mês de pagamento, cai de 16% para 9,9%

Santander
– Novo parcelamento vai ter juros de 2,99% a 9,99% ao mês, conforme o perfil e as necessidades financeiras do cliente.
– Saldo do rotativo também poderá ser parcelado, de quatro a 18 vezes
– Pagamento mínimo da fatura é composto pelas parcelas de financiamentos anteriores (caso existam) mais um percentual de 15% sobre os gastos daquele mês

Caixa Econômica Federal
– Mantém as opções de pagamento da fatura: parcela mínima, valor total e qualquer valor entre o mínimo e o total.
– O mínimo corresponde a 15% da fatura
– Vai ofertar seis modelos de parcelamento: em 4, 8, 12, 16, 20 ou 24 meses
– As taxas cobradas nestas modalidade variam entre 3,30% e 9,9% ao mês (atualmente, a média do rotativo é de 17,37% ao mês)
– Vai ofertar ainda a opção de parcelamento automático da fatura, quando o cliente pagar qualquer valor abaixo do pagamento mínimo. (Fonte: Gazeta do Povo)


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