• 21 de agosto de 2015, 10:57
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Campanha 2015: Contra exploração, bancários tomam a avenida Paulista

Crédito: Seeb SP
Seeb SPLançamento da Campanha Nacional 2015 agitou centro financeiro do País

Ganância, terceirização, assédio, ostentação, mentira, discriminação e irresponsabilidade. São muitos os pecados cometidos pelo setor financeiro contra bancários, clientes e a sociedade brasileira. Para combater esses abusos - que visam a engordar ainda mais os lucros dos bancos à custa do suor dos trabalhadores e do dinheiro da população - a Campanha Nacional Unificada 2015 está na rua com o lema: exploração não tem perdão! Nesta quinta-feira (20), foi a vez de a Avenida Paulista, maior centro econômico e financeiro do país, receber o lançamento da campanha.

Logo no início da manhã, as caveiras, símbolos da exploração a que são submetidos os bancários, foram espalhadas por vários pontos da Paulista. Já na Praça Osvaldo Cruz, localizada em uma das extremidades da via, a Rádio dos Bancários informava à população as reivindicações dos trabalhadores na Campanha Nacional Unificada 2015; a primeira reunião com a federação dos bancos (Fenaban), que abordou o eixo emprego; e também animou o começo do dia com muita música e os resultados da rodada do Brasileirão.

Próximo do horário do almoço, a tradicional passeata dos bancários saiu em marcha da Regional Paulista (na Rua Carlos Sampaio), ocupando uma faixa da avenida, até a esquina da Rua Augusta (em frente ao banco Safra), onde foi realizado o encerramento do ato.

No trajeto, caveiras, anjos e demônios passavam a mensagem, de maneira lúdica, de que os "pecados" dos bancos não afetam somente os bancários - que sofrem com assédio moral, metas abusivas, sobrecarga de trabalho e demissões - mas também toda a população, com as altas taxas de juros e tarifas, além da discriminação imposta aos clientes financeiramente "desinteressantes".

"Geralmente sou muito bem atendida pelos funcionários. O problema não é a linha de frente. Os juros que os bancos cobram da gente é um roubo", queixou-se Maria Cecília, advogada aposentada que assistia à passeata enquanto aguardava o ônibus.

"Deveriam contratar mais funcionários para diminuir o tempo que a gente perde na fila. Muitas vezes você vai ao banco e só tem dois caixas para atender todo mundo", afirmou o motoboy Félix Ribeiro. "Já cansei de ser barrado em porta de agência. Quando preciso pagar uma conta, eu até evito ir no banco e resolvo na lotérica", acrescentou.

"É muito bom trazer o debate para a rua. Os clientes precisam saber que, quando não recebem o atendimento esperado, a culpa não é do funcionário. Ele está ali, lotado de trabalho, dando o seu melhor", disse uma bancária que acompanhava a passeata.

Emprego

A grande prioridade da Campanha Unificada 2015 é a defesa do emprego bancário, fundamental para que a população receba do banco um serviço de qualidade.

"O setor financeiro é o que mais lucra neste país, que cobra altas taxas de juros e tarifas, mas não retribui com um serviço de qualidade para o cliente. Isso porque eles demitem. Você vai à agência e não tem quem te atenda, já que o bancário que está lá é obrigado a fazer o trabalho de quatro pessoas", explica a secretária-geral do Sindicato, Ivone Maria da Silva.

Demissão não tem perdão!

"Trouxemos a campanha para a rua para conversar com a população. O setor financeiro deveria cumprir a sua função social. Usar o dinheiro do povo, que é com o que eles trabalham, para melhorar o país financiando a produção, a pequena, média e grande empresa com taxas de juros viáveis, gerando mais empregos", enfatiza a presidenta do Sindicato, Juvandia Moreira.

"A expectativa é que a gente saia dessa campanha com os empregos garantidos, um salário melhor e uma participação maior nos lucros. Eles não podem repassar só para rentistas, acionistas e banqueiros. Precisa ser dividido com o trabalhador, que vai usar esse dinheiro no comércio, pagar suas contas, a escola do filho. Vai voltar para a sociedade. Se ficar com o banqueiro, ele vai para Miami, vai colocar nas Ilhas Cayman, na Suíça. O dinheiro do trabalhador volta para o Brasil. Quando o trabalhador ganha melhor, ganha a sociedade inteira", finaliza a dirigente. 

Fonte: See SP


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