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O Bradesco obteve lucro líquido ajustado de R$ 4,648 bilhões no primeiro trimestre de 2017, um aumento de 13% na comparação com o obtido no mesmo período do ano anterior. O lucro contábil, que inclui amortização de ágio e outros itens extraordinários, recuou 1,2% na mesma base de comparação, para R$ 4,071 bilhões. (Talita Moreira e Felipe Marques))
Analistas ouvidos pelo Valor previam, na média, R$ 4,418 bilhões em lucro ajustado. Os dados relativos ao banco incluem a consolidação do HSBC de julho em diante.
A margem financeira total do Bradesco ficou em R$ 15,6216 bilhões, com alta de 4,9% em relação ao primeiro trimestre de 2016. As despesas com provisões para devedores duvidosos (PDD) recuaram 10,8%, para R$ 4,862 bilhões.
Com isso, o resultado bruto da intermediação financeira foi de R$ 10,754 bilhões, o que mostra aumento de 13,9% na comparação anual.
Os prêmios de seguros avançaram apenas 0,1%, para R$ 1,627 bilhão, enquanto a receita com prestação de serviços cresceu 13%, para R$ 7,430 bilhões.
A instituição apontou ainda que as despesas com pessoal e as administrativas subiram para R$ 4,822 bilhões (28,4%) e R$ 4,854 bilhões (17,9%),
respectivamente.
No fim de março, o Bradesco tinha R$ 502,714 bilhões em sua carteira de crédito expandida, que inclui avais e fianças, queda de 2,4% em relação a dezembro. A retração foi atribuída ao banco à “baixa demanda por crédito, decorrente do cenário econômico”.
Ante março de 2016, a carteira teve crescimento de 8,5%, mas a comparação é afetada pelo fato de que, um ano atrás, o Bradesco ainda não havia consolidado os ativos do HSBC. Isso só ocorreu em julho.
O que se viu no primeiro trimestre foi novamente um desempenho mais fraco das operações de crédito com pessoas jurídicas. A carteira de operações com grandes empresas recuou 2,5% e a de pequenas e médias encolheu 5,9% na comparação com o fim de dezembro. O portfólio de pessoas físicas também diminuiu, mas o tombo foi menor, de 0,1%.
O índice de inadimplência avançou para 5,63% no fim de março, ante 5,51% no término de dezembro e 4,2% em março do ano passado. O banco atribuiu a piora na taxa de calotes à redução da carteira de crédito e ao efeito de um cliente específico da área de grande empresas, que estava totalmente provisionado. Sem esse caso, a inadimplência teria recuado para 5,21%, segundo o Bradesco.
O índice de inadimplência de grandes empresas subiu para 2,29% em março, ante 1,24% em dezembro e apenas 0,4% em março do ano passado. Excluindo o efeito do cliente específico, a taxa teria sido de 1,37%.
Houve melhora no segmento de micro e pequenas empresas, cuja taxa de calotes caiu de 8,62% em dezembro para 8,26% em março. No fim do primeiro trimestre do ano passado, o índice foi de 6,7%.
Na categoria de pessoas físicas, a inadimplência foi de 6,66% em março, abaixo dos 6,94% registrados no fim do ano passado, mas ainda acima dos 5,5% verificados no primeiro trimestre de 2016.
No caso da inadimplência de curto prazo, que abrange operações com atrasos de 15 a 90 dias, houve recuo primeiro trimestre o indicador passou para 4,31% no fim de março, ante 4,65% em dezembro e 4,8% no término do primeiro trimestre de 2016.
O banco atribuiu essa redução, em parte, à migração da faixa de inadimplência de um grande cliente empresarial, que está totalmente provisionado. Foi esse caso que provocou o aumento da taxa de calotes acima de 90 dias.
A inadimplência de curto prazo de pessoas físicas era de 5,95% no fim de março, inferior aos 6,4% registrados no mesmo período do ano passado, mas acima dos 5,78% vistos em dezembro. Esse aumento desde o fim do ano foi associado pelo banco a fatores sazonais.
No caso de pessoas jurídicas, a inadimplência antecedente saiu de 3,7% em março do ano passado, foi de 3,77% em dezembro e recuou para 2,99% no fim do primeiro trimestre de 2017.
O Bradesco gerou no primeiro trimestre um retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) anualizado de 18,3%. O indicador de rentabilidade superou o do mesmo período do ano passado, que foi de 17,5%. (Fonte: Valor Econômico)
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