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Responsáveis pelas agências relatam rotina massacrante envolvendo cobranças diárias por metas, sobrecarga e assédio moral; falta de suporte adequado sujeita funcionários a punições injustas e até demissões (Rodolfo Wrolli)
Ocupar o cargo de gerente no Bradesco não é tarefa fácil. Segundo denúncias, o assédio moral e a pressão por resultados fazem parte da rotina de trabalho tanto quanto a administração de contas correntes ou a operação da agência. E isso, ainda segundo relatos de bancários, com treinamento e salário incompatíveis com a carga de responsabilidade que lhes é delegada.
“Desde questões relativas a atendimento ao cliente até manutenção do prédio, passando por contratos de créditos que p
orventura venham a não ser pagos e a ainda a parte da segurança da agência, tudo é nossa atribuição, e a culpa por algo que deu errado sempre acaba caindo no nosso colo. Como se a gente tivesse salário digno de tanta responsabilidade”, relata um gerente de agência em São Paulo.
Uma queixa cada vez mais recorrente é a falta know how para apurar a origem de dinheiro suspeito. “O banco tem tecnologia à disposição. Poderiam utilizar, já que no nosso dia a dia temos uma infinidade de tarefas, fica complicado parar para investigar centenas de contas, e se algo de ilícito passar pela nossa análise, ainda somos mandados embora”, afirma outro gerente.
Demissões X falta de suporte
O balanço do terceiro trimestre deste ano mostra que a instituição financeira segue a tendência dos últimos anos de reduzir seu quadro de funcionários: de 101.410 em setembro de 2013 passou para 98.849 em setembro de 2014 – corte de 2.561 postos de trabalho em um ano. Ao mesmo tempo, o banco ganhou 200 mil novos correntistas.
A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira, avalia que as demissões perpetradas pelo banco associadas ao aumento do número de contas correntes gera o quadro de sobrecarga e, consequentemente, precariza o controle dos funcionários para evitar golpes e desvios financeiros. A falta de suporte técnico agrava o problema.
“Esses bancários estão sujeitos a serem punidos por operações financeiras para as quais não dispõem nem de tempo hábil e nem de condições técnicas para analisar, pois não têm suporte para isso. Eles não podem estar tão desprotegidos e a direção do banco tem de dar mais condições para que esses profissionais possam trabalhar sem riscos”, cobra Juvandia.
Metas
As metas são um caso a parte e motivo de desespero, já que o banco tem cobrado o aumento do volume de venda de produtos com cada vez mais intensidade devido às campanhas de fim de ano, como a Operação Natal Luz, referente à venda de consórcios de veículos e imóveis, e a Operação IR, que corresponde a venda de planos de previdência privada. E as cobranças não são feitas da maneira mais afável.
“Somos cobrados via áudio conferência, exigem resultados exorbitantes e a gente acaba sendo exposto nesse sentido. As metas já são muito difíceis e eles [superiores] sempre querem antecipar, o que gera sobrecarga de trabalho. Isso acaba forçando a gente a cobrar de forma demasiada os funcionários. É uma reação em cadeia”, ilustra o gerente de agência.
“A diretoria do banco poderia valorizar mais o gerente-geral, porque e é ele que toma conta da agência e no mercado o salário no Bradesco está muito atrás de cargos inferiores em outros bancos, pessoas que ganham mais, com menos meta e menos responsabilidade. Então não está compensando”, completa o colega.
Protesto
Para denunciar a situação vivenciada pelos gerentes e também para cobrar melhores condições de trabalho, mais contratações e o fim das demissões, o Sindicato paralisou duas agências do Bradesco localizadas no centro da capital paulista na sexta-feira 21.
“Nós estamos agendando uma reunião com o banco na qual levaremos todas essas preocupações dos gerentes e também para discutirmos formas que possibilitem mais suporte a esses bancários, buscando evitar que sejam vítimas de golpes financeiros”, acrescenta a presidenta do Sindicato. (Fonte: Seeb SP)
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