• 20 de janeiro de 2017, 14:10
  • Aumentar Fonte
  • Diminuir Fonte
  • Imprimir Contéudo

BC avalia mudanças no cartão e considera acabar com compra parcelada sem juro

Publicado em .

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, declarou nesta quinta-feira (19), durante entrevista em Davos (Suíça), que é preciso "repensar" o sistema de cartões de crédito brasileiro e melhorá-lo "ao longo do tempo".

Goldfajn lembrou que o governo anunciou recentemente medidas para baixar os juros cobrados no cartão de crédito, que estão próximos de 500% ao ano, mas explicou que as mudanças não devem se restringir ao que já foi divulgado.

"O cartão tem uma medida [já anunciada] e tem uma discussão que vai continuar depois. A gente tem de repensar um pouco o nosso modelo. O modelo funciona, mas a gente acha que pode melhorar ao longo do tempo", disse o presidente do BC a jornalistas.

"A norma vai sair. E , depois da norma, a gente vai repensar junto com o sistema. Vamos repensar como a gente pode melhorar ele ao longo do tempo", complementou ele.

Parcelamento sem juros

Questionado se o governo poderia mudar as regras para impedir o parcelamento de compras no cartão de crédito sem a incidência de juros, ele não afastou a ideia.

"A gente não adianta medidas. A gente vai pensar. Não quero adiantar nada nesse sentido", afirmou o presidente do Banco Central.

De acordo com ele, o sistema, no formato atual, "funciona" e "cresce", mas também há "muitos subsídios cruzados".

"Uma parte [dos consumidores] paga pela outra, porque a gente está acostumado a ser assim. Então a gente vai repensar ele de uma forma sustentável. Não adianta mudar um pedaço sem mudar o outro", acrescentou.

Modalidade atípica

Segundo o economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria, a possibilidade de parcelar compras no cartão de crédito sem a incidência de juros é uma coisa "bem particular" do Brasil. O cliente, neste caso, paga juros se parcelar o pagamento da fatura do cartão.

"Não é comum em outros países chegar em uma loja parcelar em cinco vezes sem juros. É bastante incomum. Esse tipo de modalidade, que eu saiba, não existe nos Estados Unidos e na Europa", afirmou ele ao G1.

De acordo com o economista, o Banco Central, em conjunto com o sistema financeiro, vai discutir "várias possibilidades" para tornar o mercado de crédito mais eficiente e, com isso, diminuir as taxas do crédito rotativo.

"Situações atípicas [como as compras parceladas sem juros no cartão] podem ser objeto de mudanças", afirmou.

O que já foi anunciado

No fim do ano passado, o governo anunciou que pretende adotar, no primeiro trimestre de 2017, medidas para baixar os juros do cartão de crédito.

O presidente Michel Temer informou na ocasião que a ideia é limitar para até 30 dias o prazo para o pagamento do rotativo, que é quando é feito o pagamento do valor mínimo da fatura, com o parcelamento do restante.

Hoje, esse prazo é mais longo, segundo o Ministério da Fazenda. Com isso, o governo espera que os juros do parcelamento caiam pela metade já nos primeiros meses de 2017. Em novembro, os juros do cartão atingiram 482,1% ao ano.

Em dezembro, a associação das empresas de cartões (Abecs) avaliou que "a fixação do prazo de permanência do cliente no crédito rotativo para o máximo de 30 dias, aliada à disponibilização automática de alternativas de financiamento por meio do cartão, como o parcelamento da fatura" permitirá maior controle do consumidor e menor comprometimento da sua renda mensal, proporcionando, assim, uma "potencial redução da inadimplência."

Seminário sobre custo do crédito

Em Davos, na Suíça, onde participa da reunião do Fórum Econômico Mundial, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, também declarou que vai realizar um seminário para discutir o chamado "spread bancário", que é a diferença entre o que os bancos pagam pelos recursos e quanto cobram de seus clientes. Segundo ele, o debate não ficará limitado aos cartões de crédito.

O "spread" é composto pelo lucro dos bancos, pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos compulsórios (que são mantidos no Banco Central) e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros. O spread bancário é considerado alto no Brasil na comparação com outros países.

Fonte: G1

Diretoria Executiva da CONTEC


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Edital Itau

Edital Itau

08 de janeiro de 2026, 21:00
Edital PPR 2025

Edital PPR 2025

09 de dezembro de 2025, 14:23
Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Erechim e Região ::

©2012 Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Erechim e Região

Todos os direitos reservados

Avenida Maurício Cardoso, 335, Sala 202
CEP 99700-426 - Erechim - RS
Fonex/Fax: (54) 3321 2788
seeb@bancarioserechim.org.br

Municípios da Base: Erechim, Aratiba, Áurea, Barão do Cotegipe, Barra do Rio Azul, Barracão, Benjamim Constant do Sul, Cacique Doble, Campinas do Sul, Carlos Gomes, Centenário, Cruzaltense, Entre Rios do Sul, Erebango, Erval Grande, Estação, Floriano Peixoto, Gaurama, Getúlio Vargas, Ipiranga do Sul, Itatiba do Sul, Jacutinga, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Marcelino Ramos, Mariano Moro, Paim Filho, Paulo Bento, Ponte Preta, Quatro Irmãos, São José do Ouro, São João da Urtiga, São Valentim, Severiano de Almeida, Três Arroios, Viadutos, todos no Estado do Rio Grande do Sul.

 Superativa | Orby