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Mesmo com resultado, e seis agências a mais, banco público reduziu número de funcionários em 12 meses
O Banco do Brasil teve lucro líquido de R$ 7,070 bilhões nos nove primeiros meses de 2016. O resultado representa queda de 40,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Entretanto, segundo a instituição, a queda deve-se à criação da Cateno naquele período – o BB participa de 50% da empresa por meio da Elo Cartões –, o que impulsionou o resultado de 2015.
Além disso, o balanço foi impactado pela provisão relacionada ao caso específico do segmento de óleo e gás. A provisão para devedores duvidosos (PDD), que entra como despesa no balanço e, portanto, reduz o lucro, cresceu 8,2% em comparação com os primeiros nove meses de 2015, atingindo R$ 20,727 bi.
Emprego
Em 12 meses, o BB cortou 193 postos de trabalho, totalizando 109.159 trabalhadores. Apesar disso, o banco somou 5.430 agências em setembro, seis a mais que no mesmo mês de 2015.
“A lucratividade ainda é alta. Mas, enquanto isso, o banco está preparando medidas para reduzir o número de funcionários e isso tem afligido os trabalhadores. O movimento sindical está atento e, por ora, o PDV [plano de
demissões voluntárias] é boato. O banco do futuro, digital, é outra ameaça aos empregos e comissões. O mais importante é termos a clareza que para defender direitos, salários, boas condições de trabalho só existe um caminho: a união dos trabalhadores e o fortalecimento dos sindicatos”, avalia o diretor do Sindicato de SP e funcionário do Banco do Brasil Ernesto Izumi.
Somente com o que faturou com tarifas (R$ 17,643 bilhões), que teve crescimento de 7% em relação ao mesmo período de 2015, o BB cobre em 103,8% o total das suas despesas com pessoal, incluída a PLR.
Outros números
O banco teve rentabilidade de 10% ao ano nos primeiros nove meses de 2016, queda de 8,2 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2015. Entretanto, o patrimônio líquido teve expansão de 2,3%, alcançando R$ 85,7 bi. Por sua vez, o total de ativos cresceu 3,2%, totalizando R$ 1,448 trilhão.
A margem financeira bruta apresentou elevação de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior e totalizou R$ 44,008 bi, impulsionada pelo crescimento de 10,2% na receita financeira com operações de crédito e pelo aumento de 30% na receita com recuperação de crédito.
A carteira de crédito ampliada apresentou decréscimo de 6,9% em 12 meses. A carteira de pessoa jurídica alcançou R$ 316,8 bilhões em setembro de 2016, redução de 10,8% em 12 meses.
As operações de capital de giro e de investimento decresceram 13,5%, reflexo principalmente do desempenho da economia doméstica. Já no segmento de pessoas físicas houve crescimento de 6,1% em doze meses. O crédito imobiliário total atingiu R$ 53,1 bi, expansão de 13,2% em 12 meses.
A carteira de crédito ampliada de agronegócio cresceu 4,5% em 12 meses, com destaque para o crédito rural, com aumento de 10,6% na mesma comparação, influenciado por operações de custeio e investimento. O Banco do Brasil é líder no crédito ao agronegócio, com 61,3% de participação de mercado.
O índice de inadimplência alcançou 3,51% em setembro de 2016. Excluindo-se o efeito de caso específico do segmento empresarial de óleo e gás, o índice de inadimplência seria de 3,07%. (Fonte: Seeb SP)
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