• 09 de julho de 2025, 18:06
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Banrisulenses afirmam no 32° Encontro Nacional: queremos a redução de jornada, mas não por esse preço

Encontro Nacional dos Banrisulenses aprovou moção de repúdio à proposta do Banco e indicativo de mobilização para defender direitos conquistados e fortalecimento do banco público.

Desde então, a proposta vem sendo amplamente analisada e debatida pelos representantes dos trabalhadores. Durante o encontro, ficou claro o posicionamento da categoria: os presentes manifestaram-se contrários ao encaminhamento dessa proposta para deliberação em assembleias. Segundo os participantes, o texto enviado pelo banco ainda não contempla os principais pontos reivindicados pelos banrisulenses e apresenta mais retrocessos do que avanços — inclusive com sugestões novas que sequer haviam sido previamente discutidas em mesa.

“Temos que ter tranquilidade e não deixar que as estratégias do banco nos enfraqueçam. Durante esses seis meses a COE tem trazido o debate ao conhecimento dos colegas de forma transparente. Mas parece que o Banco está optando pela esculhambação, pelo caminho da divisão. Tentam impor uma proposta com verniz de negociação, sem equilíbrio entre as partes”, destacou o coordenador da COE e presidente do SindBancários Porto Alegre, Luciano Fetzner. “Temos questões centrais bem claras, que apontam para o futuro do Banco público: a organização da tabela (de gratificações de função) futura, valores pagos e regras de ascensão. Além disso, a proposta precisa respeitar a constituição, respeitando a coisa julgada.”

Moção de Repúdio

De acordo com a análise jurídica da Fetrafi-RS e do SindBancários, a proposta do Banrisul apresenta uma série de inconstitucionalidades. O assessor jurídico Milton Fagundes afirmou que o texto encaminhado à COE pelo Banrisul “é bastante confuso, com uma grande quantidade de anexos e conteúdos que não tinham sido parte das negociações. Entre outros problemas, o Banco exige quitação coletiva de direitos individuais, que já estão em fase de cálculo. Isso é uma ilegalidade por desrespeitar a coisa julgada, conforme o artigo 5º, inciso XXXVI da Constituição Federal.”

Mobilização por uma proposta justa

Durante o encontro, o técnico do Dieese, Alisson Droppa, apresentou um diagnóstico detalhado das finanças do Banrisul, demonstrando que o Banco se encontra saudável e com resultados positivos. Com base nesses dados, os representantes da categoria reforçaram que não há justificativa econômica para retirada de direitos, redução de salários ou precarização das condições de trabalho.

O diretor da Fetrafi-RS e membro da COE Fábio Soares Alves sugeriu um calendário de mobilização focado na negociação da reestruturação com redução de jornada. “O nosso objetivo na mesa de negociação era reduzir todo mundo para seis horas criando um bom ambiente de trabalho, já o Banco só queria reduzir passivo. No nosso entendimento, porém, para preservar a empresa, o Banrisul precisa pagar gratificações condizentes para as pessoas permanecerem na empresa”, reforçou.

O recado da categoria foi claro: o Banrisul deve retornar à mesa de negociação para debater de forma transparente e responsável as mudanças pretendidas. Só após o devido esgotamento do diálogo será possível considerar qualquer encaminhamento para assembleia. A mobilização dos trabalhadores segue firme em defesa dos direitos e do futuro do banco público gaúcho.

 


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