Manutenção de salários menores e retirada de direitos trabalhistas estão na pauta de setores conservadores. Nas negociações deste ano, os bancos, setor que mais lucra no Brasil, chegaram a ameaçar cortar a participação nos lucros e resultados (PLR) de bancárias afastadas por licença-maternidade. Depois de muita pressão, tiveram de voltar atrás.
Para a advogada popular e mestra em direitos humanos e democracia pela Universidade Federal do Paraná, Naiara Bittencourt, “isso não é uma questão privada, é uma questão de Estado, que deve ser resolvida mediante igualdade material e políticas públicas afirmativas. A igualdade e a equiparação salarial jamais será alcançada se ficar somente ao encargo do setor privado”, diz.
Mas não é só em relação aos salários que as mulheres vêm sofrendo discriminação.
A professora de direito constitucional Juliana Cabral diz ser um absurdo que as mulheres tenham que protestar para garantir direitos como esse. Lembra que várias leis garantem que o Estado proteja a mulher de qualquer ação discriminatória. Do outro lado, para Cristiane Zacarias, bancária há 15 anos e mãe da Giulia, de 2, a tentativa dos bancos causou indignação.”Uma proposta dessa vinda de seu empregador, que reforça a inferiorização da mulher, fragiliza inclusive a decisão de ter mais filhos”, afirma. (Fonte: Com Brasil de Fato)
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