• 25 de abril de 2017, 09:14
  • Aumentar Fonte
  • Diminuir Fonte
  • Imprimir Contéudo

Bancos devem mais de R$ 1,3 bi para a Previdência

Enquanto propõe retirar direitos da aposentadoria, governo Temer ignora dívida de R$ 426 bilhões de empresas; valor corresponde a quase três vezes o déficit alegado

De acordo com levantamento da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, empresas devem R$ 426,07 bilhões à Previdência Social. O valor corresponde a quase três vezes o déficit alegado pelo governo Temer para justificar a reforma da Previdência. Somente os cinco maiores bancos do Brasil devem juntos mais de R$ 1,3 bilhão.

Entre os bancos, a Caixa possui a maior dívida, de aproximadamente R$ 550 milhões; seguida pelo Bradesco, com R$ 465 milhões, Banco do Brasil, R$ 208 milhões; Itaú, cerca de R$ 89 milhões; e Santander, R$ 80 milhões.

É simbólico que, enquanto pretende acabar com a aposentadoria, elevando a idade mínima para 65 anos para todos, homens e mulheres, do campo e da cidade, e colocando a exigência de 49 anos de contribuição para o benefício integral, além de reduzir o valor dos benefícios, o governo Temer ignore uma dívida de centenas de bilhões das empresas com a Previdência. Isso mostra que o governo tem lado, e não é o dos trabalhadores.

Bancos privados, beneficiados pelo desmonte da previdência pública no Brasil com o aumento de demanda por seus planos privados, devem milhões. A reforma proposta por Temer premia devedores e pune trabalhadores, que contribuem em dia.

Falácia do déficit
Nem mesmo a principal justificativa de Temer e seus aliados na defesa da reforma da Previdência é plausível. De acordo com o economista e professor da Unicamp, Eduardo Fagnani, se respeitada a Constituição de 1988, que estabeleceu o modelo de contribuição tripartite (trabalhadores, empresários e governo), a seguridade social no Brasil seria superavitária.

“A Previdência é financiada pelos trabalhadores, empresários e Estado. Mas desde 1989, os governos não contabilizam a parte do governo. A Seguridade Social [composta por Previdência, Assistência Social e Saúde] é superavitária, mas os recursos são desviados. De onde vem o déficit? Vem de uma contabilidade inconstitucional que não leva em conta a contribuição do Estado”, esclarece o economista.

Greve geral
É fundamental que bancários se mobilizem na greve geral do dia 28 para barrar a reforma da Previdência e outros retrocessos pretendidos pelo governo Temer.

A greve geral será uma grande demonstração de força dos trabalhadores contra as reformas da Previdência, trabalhista, a terceirização ilimitada. Todas essas medidas defendidas por Temer visam retirar direitos. Os bancários, juntos com as demais categorias, estarão nas ruas por nenhum direito a menos. (Fonte: ISCT)


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Edital Itau

Edital Itau

08 de janeiro de 2026, 21:00
Edital PPR 2025

Edital PPR 2025

09 de dezembro de 2025, 14:23
Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Erechim e Região ::

©2012 Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Erechim e Região

Todos os direitos reservados

Avenida Maurício Cardoso, 335, Sala 202
CEP 99700-426 - Erechim - RS
Fonex/Fax: (54) 3321 2788
seeb@bancarioserechim.org.br

Municípios da Base: Erechim, Aratiba, Áurea, Barão do Cotegipe, Barra do Rio Azul, Barracão, Benjamim Constant do Sul, Cacique Doble, Campinas do Sul, Carlos Gomes, Centenário, Cruzaltense, Entre Rios do Sul, Erebango, Erval Grande, Estação, Floriano Peixoto, Gaurama, Getúlio Vargas, Ipiranga do Sul, Itatiba do Sul, Jacutinga, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Marcelino Ramos, Mariano Moro, Paim Filho, Paulo Bento, Ponte Preta, Quatro Irmãos, São José do Ouro, São João da Urtiga, São Valentim, Severiano de Almeida, Três Arroios, Viadutos, todos no Estado do Rio Grande do Sul.

 Superativa | Orby