• 24 de julho de 2019, 09:39
  • Aumentar Fonte
  • Diminuir Fonte
  • Imprimir Contéudo

Bancos 100% digitais conquistam jovens e miram liderança em cartões de crédito

 

"Público jovem e de classes econômicas mais elevadas estão entre os que mais aderem às fintechs.| Foto: BigStock"

(Por Patricia Basilio)

 Os bancos totalmente digitais e as fintechs já amealharam mais de 20% do mercado de cartões de crédito no Brasil. A velocidade com que as startups do setor financeiro crescem leva à previsão de que elas não precisarão de muito tempo para assumir a liderança do ramo, desde sempre ocupada pelos grandes bancos.

Levantamento da aceleradora Finnovista, em parceria com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), revela que os bancos digitais tiveram um crescimento anual de 147% no mercado brasileiro, no primeiro semestre de 2018. Outra pesquisa, deste ano, da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), mostra que para mais da metade (53,7%) brasileiros, a economia com taxas e manutenção de contas é o principal atrativo desses serviços digitais.

De acordo com o estudo, 21,5% dos cartões de crédito do Brasil são de fintechs ou bancos 100% digitais, contra 75,8% de instituições bancárias tradicionais. Por conta da complexidade da tecnologia, a adesão aos novos modelos de pagamento é maior por jovens de 18 a 35 anos (32,4%), das classes A e B (85,2%).

Para equilibrar a isenção de taxas e o cashback sem ficar no vermelho, as fintechs investem em eficiência operacional baseada em tecnologia de última geração — um grande diferencial competitivo em relação aos bancos tradicionais. Vale dizer que as startups também recebem parcela correspondente a cerca de 5% do valor de cada compra paga pelo lojista (percentual dividido com a bandeira do cartão e com a empresa de maquininha) e juros cobrados por atraso no pagamento das faturas.

Líder no setor, o Nubank criou toda a tecnologia de sua operação dentro de casa. E por não ter vínculo com terceiros, a fintech afirma ter autonomia para atualizar suas soluções sempre que julgar necessário.

Com o investimento em inovação, a empresa também mantém sua eficiência operacional, garante Vitor Olivier, vice-presidente de consumo do Nubank. Até o momento, a startup já captou US$ 420 milhões em sete rodadas de investimento. “O caminho mais rápido para lançar um produto é terceirizar o seu desenvolvimento, mas para adaptá-lo de acordo com o que o cliente quer fica muito mais difícil”, explica.

Com 10 milhões de clientes, a fintech passou a testar na semana passada a conta para pessoas jurídicas, com foco em pequenos empreendedores, também sem cobrança de anuidade e tarifas de manutenção de conta. “[O modelo do Nubank] É uma transformação cultural que vem do Vale do Silício, com um pensamento a longo prazo. Os bancos durante muito tempo usaram as agências físicas. Hoje, temos as agências de bolso”, compara o executivo.

A Neon também lançou recentemente uma conta para pessoa jurídica e deve anunciar a opção de folha de pagamento para os empreendedores e crédito pessoal para pessoa física (que acumula 2 milhões de usuários) nos próximos meses.

De acordo com Guilherme Lorensini, diretor de negócios da Neon, a rentabilidade do negócio vem das taxas cobradas por transação, dos juros por atraso no pagamento das faturas e por desenvolver a própria tecnologia. “A maior parte de nossa infraestrutura é desenvolvida internamente e, por isso, um dos maiores times da Neon é o de TI, composto principalmente por desenvolvedores”, destaca Lorensini.

O Digio também aposta em inovação para se diferenciar de bancos tradicionais e ter menos custos operacionais. Entre as tecnologias utilizadas pelo banco digital estão machine learning, análise avançada de dados e robôs para oferecer um aplicativo mais funcional e interativo aos clientes.

“A tecnologia é uma maneira para garantir a melhor experiência para o nosso cliente. A gente tem acompanhado de perto a mudança no perfil dos novos consumidores, que buscam uma experiência cada vez mais simples, ágil e segura”, afirma Ana Bellino, diretora de produtos do Banco CBSS, controlador do Digio. O CBSS é uma joint-venture do Bradesco e do Banco do Brasil criada para dar reagir ao crescimento das fintechs.

Ana Bellino afirma que, além do investimento em novas soluções tecnológicas, o banco digital também garante sua rentabilidade na venda cruzada de produtos e serviços ofertados na plataforma, como empréstimo, seguros e produtos, como jogos de videogame, softwares para computador e aplicativos no Google Play.

Dinheiro de volta
Ao contrário das principais fintechs de cartão de crédito, a Trigg cobra R$ 9,90 por mês de anuidade. A diferença é que a startup possui um programa de fidelidade em que os clientes recebem de volta parte do valor gasto no cartão. A porcentagem do cashback varia entre 0,5% e 1,30%, dependendo do valor das compras a cada mês.

De acordo com Marcela Miranda, diretora e fundadora da fintech, a anuidade (de R$ 118,80)  pode ser quase abatida se o gasto mensal do usuário for de R$ 1.400. “Nesse caso, o valor restituído seria de R$ 117,60 no ano. Hoje, temos clientes que recebem mais de R$ 800 por ano de cashback”, calcula a fundadora da startup, que recebeu 2 milhões de pedidos de cartões até o momento.

Além da cobrança mensal, a Trigg se mantém financeiramente por meio de parcerias com lojas on-line e com seu diferencial tecnológico — criado internamente e por parceiros. “Respiramos tecnologia e pesquisa. Temos muito desenvolvimento realizado pelo time de TI, mas também plugamos fornecedores [como Amazon e Google] que possuem conexão com o nosso propósito e se adequam a todas as normas de segurança que seguimos. Todos esses mecanismos fazem com que a operação ganhe robustez e qualidade de entrega ao cliente”, detalha Marcela.

Atenção ao endividamento
Vantagens à parte, antes de emitir um cartão de crédito é importante avaliar a sua real necessidade e atentar-se ao vencimento da fatura para não se comprometer financeiramente, alerta José Vignoli, educador financeiro do SPC Brasil.

“Não é porque o cartão é simples que é mais barato. Às vezes, vale a pena negociar com o banco tradicional. O bom de haver mais participantes no mercado de cartão de crédito é que o consumidor tem mais poder de barganha”, reforça.

O educador destaca também que, apesar de grande parte das fintechs oferecer cartões sem taxas e anuidade, ter vários deles nem sempre é um bom negócio. “Para emergência, o bom é ter pelo menos dois. O excesso [de cartões] dificulta o controle de gastos e aumenta o risco de endividamento.” (Fonte: Gazeta do Povo)

 

 


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Edital Itau

Edital Itau

08 de janeiro de 2026, 21:00
Edital PPR 2025

Edital PPR 2025

09 de dezembro de 2025, 14:23
Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Erechim e Região ::

©2012 Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Erechim e Região

Todos os direitos reservados

Avenida Maurício Cardoso, 335, Sala 202
CEP 99700-426 - Erechim - RS
Fonex/Fax: (54) 3321 2788
seeb@bancarioserechim.org.br

Municípios da Base: Erechim, Aratiba, Áurea, Barão do Cotegipe, Barra do Rio Azul, Barracão, Benjamim Constant do Sul, Cacique Doble, Campinas do Sul, Carlos Gomes, Centenário, Cruzaltense, Entre Rios do Sul, Erebango, Erval Grande, Estação, Floriano Peixoto, Gaurama, Getúlio Vargas, Ipiranga do Sul, Itatiba do Sul, Jacutinga, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Marcelino Ramos, Mariano Moro, Paim Filho, Paulo Bento, Ponte Preta, Quatro Irmãos, São José do Ouro, São João da Urtiga, São Valentim, Severiano de Almeida, Três Arroios, Viadutos, todos no Estado do Rio Grande do Sul.

 Superativa | Orby