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Bancários seguem com paralisações contra onda de demissões do Bradesco

Banco garantiu ao movimento sindical que não haveria demissão em massa ocasionada pela compra do HSBC. Mesmo assim, Sindicatos observam desligamentos

09/05/2016

Fachada do Banco Bradesco com protesto da categoria

Bancários e bancárias de diversas regiões do país intensificam as mobilizações contra os cortes e por contratações imediatas no banco Bradesco. A sobrecarga de trabalho e a falta de funcionários ocasionadas pela onda de demissões do Bradesco é a atual realidade do banco, que vem submetendo seus trabalhadores e clientes a situações de estresse e degradantes. Mesmo com lucro de R$ 4,113 bilhões, somente no 1º trimestre o banco extinguiu 1.466 postos de trabalho.

“Não existe justificativa para tantas demissões, já que o lucro do banco é exorbitante. Os bancários estão com tantas metas abusivas e consequentemente adoecendo, visto que o banco não está admitindo. Tratam os bancários como máquinas e não como pessoas. Se isso persistir, as paralisações vão aumentar cada vez mais em todo o país”, explica a diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e funcionária do Bradesco Sandra Regina.

Paralizações contra demissões

Em São Paulo, o Sindicato paralisou, na sexta-feira (6), as atividades de três agências na capital, entre elas, XV de Novembro, Gasômetro e Lins de Vasconcelos.

       

                                              

O Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região paralisou as atividades de uma unidade de trabalho do Bradesco, na agência 1408 da Avenida Antônio Carlos, na última quinta-feira (5). A paralisação foi realizada para defender bancárias e bancários que vêm sofrendo com as pressões e o assédio.

                                                    

Demissões levantam suspeitas

O Bradesco garantiu diversas vezes ao movi mento sindical que não aconteceria demissão em massa ocasionada pela compra do HSBC. Mesmo assim, os Sindicatos vêm observando o aumento dos desligamentos desde fevereiro de 2016.

Em agosto de 2015, a instituição financeira informou aos trabalhadores que não haveriam cortes. Em reuniões com os representantes dos trabalhadores o banco informou que o volume elevado de desligamentos era atribuído à grande quantidade de saídas por aposentadorias ou por desempenho insatisfatório. Mas, ao que tudo indica, o banco não está cumprindo com o que comprometeu junto ao movimento sindical.

Fonte: Contraf-CUT


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