©2012 Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Erechim e Região
Todos os direitos reservados
Avenida Maurício Cardoso, 335, Sala 202
CEP 99700-426 - Erechim - RS
Fonex/Fax: (54) 3321 2788
seeb@bancarioserechim.org.br



| Empregados da Caixa vão mostrar ao meio-dia desta terça, 28/5, o que representa a venda fatiada do banco público que começa com as loterias |
![]() |
|
O presidente da Caixa tem gasto a sua energia e a dos empregados para criar uma estratégia de ocultação de sua real intenção com o único banco 100% público do país. Pedro Guimarães usa a confusão para fazer crer que não pensa em privatizar toda a Caixa. Num dia, ele diz que vai abrir o capital da caixa na Bolsa de Valores de Nova York. No outro, avisa que vai fortalecer o caráter público da Caixa chamando aprovados do concurso em 2014.
|
|
Nessa de apostar na confusão, os empregados da Caixa fazem um movimento contrário. É tempo de esclarecimento. Por isso, a partir do meio-dia da terça-feira, 28/5, na Praça da Alfândega, Centro Histórico de Porto Alegre, vamos mostrar o que significa vender a Lotex.
Nós, empregados da Caixa, não devemos acreditar em quem veio para disfarçar a entrega do nosso patrimônio. O caso do Leilão da Lotex é exemplar para mostrar qual é o modus operandi da atual direção: vender a caixa em pedaços e aos poucos. Assim, ninguém percebe e, quando a gente vê, a Caixa já não existe mais.
Sétima vez
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) adiou, pela sexta vez, o leilão da Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex), da Caixa. Estava marcado para 9 de maio. Por motivos que nunca ficam muito bem claros, passou para 28 de maio. Parte desse adiamento se deve a uma constante em relação a bancos públicos oferecidos ao mercado: os banqueiros querem comprar tudo e não ficar donos de pedaços.
A outra, além de evidenciar o processo de desmonte, serve para dar um primeiro golpe no caráter público da Caixa. O fatiamento enfraquece o banco e facilita a venda ao desconstruir o papel de responsabilidade social.
Se o presidente da caixa quisesse fortalecer o caráter público chamaria milhares de aprovados no concurso de 2014. Reporia os empregados que deixaram o banco em sucessivos PDVs nos últimos anos e aliviariam sofrimento de quem ficou nas agências e precisa trabalhar até ficar doente.
Fonte: SindBancários Porto Alegre e Região
Imagem da Caixa fragilizada
Precarizar o trabalho fragiliza a imagem da Caixa. Os clientes reclamam de queda na qualidade do atendimento e começam a pensar que o melhor mesmo é privatizar.
Mas há números que demonstram o quanto as loterias contribui para o desenvolvimento e o combate à desigualdade no Brasil. Se o Minha Casa, Minha Vida, o FGTS, os investimentos em saneamento básico, tornam a Caixa um banco fundamental para o crescimento social do Brasil, as loterias têm seu papel.
De 2011 a 2016 as Loterias da Caixa arrecadaram R$ 60 bilhões. Desse total, R$ 27 bilhões foram destinados a áreas sociais. Boa parte desses investimentos públicos acima citados, são garantidos pela raspadinha, pela Megassena e pelos outros jogos geridos pela Caixa. Esses números que citamos, inclusive, estão no próprio balanço.
O lucro das loterias são alvo de banqueiros privados, do Brasil e de outros países. Não por acaso, em 2017, as Loterias da Caixa registraram arrecadação próxima a R$ 14 bilhões. Quase metade (48%) desse montante foi destinado aos programas sociais.
Venda traz prejuízos sociais
O prejuízo com a venda é fácil de calcular. A venda irá reduzir recursos que atacam a desigualdade social de forma drástica. Se hoje, quase metade da arrecadação é investida em programas sociais, o valor vai cair para 16%, como mostra o edital de oferta pública. Então, a cada ano a Caixa irá repassar, das lotéricas, duas vezes menos do que repassava para atender uma população que mais precisa em tempos de crise econômica e alto desemprego.
O mesmo presidente que anuncia vendas e reposição de empregados chamando concursados aprovados, diz que a Caixa será a "puxa-fila das privatizações”. Em palavras de verdade, Pedro Guimarães fará o que veio para fazer: cortar a Caixa em pedaços.
Primeiro, serão as lotéricas. Depois, a seguradora. Mais adiante, quem sabe, o FGTS. Até que não sobre nada.
Empregados da Caixa, vamos todos participar do Dia Nacional de Luta em Defesa da Lotex. A hora é de defender cada parte importante na vida de todos os brasileiros. Este banco tem quase 160 anos de história em defesa do povo brasileiro.
Fonte: Imprensa SindBancários
|
©2012 Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Erechim e Região
Todos os direitos reservados
Avenida Maurício Cardoso, 335, Sala 202
CEP 99700-426 - Erechim - RS
Fonex/Fax: (54) 3321 2788
seeb@bancarioserechim.org.br
Municípios da Base: Erechim, Aratiba, Áurea, Barão do Cotegipe, Barra do Rio Azul, Barracão, Benjamim Constant do Sul, Cacique Doble, Campinas do Sul, Carlos Gomes, Centenário, Cruzaltense, Entre Rios do Sul, Erebango, Erval Grande, Estação, Floriano Peixoto, Gaurama, Getúlio Vargas, Ipiranga do Sul, Itatiba do Sul, Jacutinga, Machadinho, Maximiliano de Almeida, Marcelino Ramos, Mariano Moro, Paim Filho, Paulo Bento, Ponte Preta, Quatro Irmãos, São José do Ouro, São João da Urtiga, São Valentim, Severiano de Almeida, Três Arroios, Viadutos, todos no Estado do Rio Grande do Sul.