• 20 de fevereiro de 2017, 09:23
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Bancários avançam no debate sobre processos de afastamento no Itaú

 

 
COE também priorizou discussão sobre o alto número de demissões do banco
 
 

Na quarta-feira (15), em reunião do GT de Saúde e Condições de Trabalho do Itaú Unibanco, os representantes dos trabalhadores avançaram no debate sobre uma nova metodologia de afastamento, uma reivindicação que está sendo feita desde as primeiras reuniões do Grupo de Trabalho. No mesmo dia, a COE do Itaú priorizou o debate sobre emprego, saúde e condições de trabalho, na sede do Sindicato dos Bancários de São Paulo.


GT de Saúde

Dentre os principais assuntos abordados na reunião do GT de Saúde, os dirigentes sindicais discutiram os problemas do programa de readaptação profissional do banco, a falta de emissão de CAT pela empresa e a discriminação em relação aos trabalhadores que retornaram de licença médica, observando-se, em muitos casos, assédio moral.

Os principais problemas do programa de adaptação citados pelo movimento sindical foi a falta de autonomia dos médicos do trabalho da empresa. Por outro lado, os médicos do trabalho, em muitos casos, não acatam as restrições ou o próprio atestado fornecido pelo médico assistente do trabalhador.

Os dirigentes sindicais também destacaram que os licenciados afastados que retornam ao local de trabalho não podem entrar em processo de avaliação da empresa, pois voltam com restrições. Nem muito menos serem colocados em funções rebaixadas, ou que prejudiquem a sua saúde e, até mesmo, serem transferidos para locais muito distantes de suas residências, como vem acontecendo atualmente.

COE do Itaú avalia demissões e fechamento de agências

Durante a primeira reunião do ano de 2017 da COE do Itaú, também realizada nesta quarta-feira (15), no Sindicato dos Bancários de São Paulo, a COE do Itaú priorizou o debate em três pontos principais: saúde, emprego e condições de trabalho.

O movimento sindical destacou o número estarrecedor das demissões do banco Itaú em todo o país durante o ano de 2016. Além disso, houve o fechamento de várias agências em todo o país, entre elas três agências no Paraná, em Minas Gerais e Recife.

Outro assunto abordado foi sobre a alteração da jornada de trabalho, onde o banco já está aplicando a regra do divisor de jornada, ou seja, a norma estabelece divisores que alteram cálculos e reduzem valores de hora extra para jornadas de seis e oito horas nas ações trabalhistas. Vários Sindicatos repudiam a medida tomada pelo banco Itaú, que não dialogou com os representantes dos trabalhadores. Essa medida afeta também os trabalhadores do Call Center, em São Paulo.

"Na prática os trabalhadores defendem a manutenção dos divisores 150 e 200 para as jornadas de seis e oito horas, os bancos querem 180 e 220, de forma que o sábado se torna dia de trabalho e não mais DSR”, ressaltou Jair Alves, coordenador da COE Itaú.

Na ocasião, foi criado um grupo para a criação de uma campanha com o foco em saúde, emprego e condições de trabalho.

O representante gaúcho na COE, Eduardo Munhoz salienta que a rotina de demissões e sobrecarga no Itaú contradiz os lucros obtidos pela instituição. "Estamos denunciando há muito tempo o déficit de funcionários no Itaú, enquanto o banco lucra cada vez mais. Com uma política de gestão, que visa apenas o enxugamento dos custos, o Itaú leva seus trabalhadores ao adoecimento. O Banco ainda por cima está ignorando uma sentença nacional, que obriga a emissão das CATs”, denuncia o dirigente sindical.

Próximas reuniões - GT de Saúde e COE do Itaú

Devido a todas essas discussões ficou marcado uma próxima reunião, com data a ser definida. Serão tratados dos temas sobre CAT e o programa de readaptação profissional.

A COE do Itaú entrará em contato com o banco para acertar uma agenda permanente de negociações.

*Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS
 

 


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