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Abraço em prédio na Paulista mostra que trabalhadores estão mobilizados para barrar qualquer tentativa de abertura de capital da instituição (Gisele Coutinho)
“O Brasil precisa da Caixa Federal 100% pública. A gente sabe a relevância da Caixa e que ninguém se esqueça disso, da sua importância para o financiamento habitacional, do saneamento básico, para as políticas públicas, tudo em que a Caixa está presente. Queremos que a população reconheça o valor do banco público.” A fala emocionada de Ana Beatriz (sobrenome preservado), empregada da Caixa há 15 anos, reflete a de outras centenas de trabalhadores que se uniram em um abraço ao prédio do banco federal, na Avenida Paulista, em pleno Dia Nacional de Luta em Defesa dos Empregos e dos Direitos, na quarta-feira 28.
O ato simbólico foi para mostrar que os empregados são contra a abertura de capital ou qualquer tentativa de privatização do único banco de atuação nacional 100% público do Brasil. No final de 2014, a imprensa divulgou informações de que o governo solicitou uma avaliação sobre a venda de ações do banco. Apesar de não confirmada, a informação também não foi negada.
Ana Beatriz lembrou a escolha que fez na eleição presidencial. “Este foi um assunto que pegou a gente de surpresa. Na eleição, escolhemos um projeto de governo pensando justamente em não ter essa preocupação. O debate dos bancos pautou todo o processo eleitoral, os três principais candidatos tinham posturas claras e escolhemos um projeto com essa clareza (de preservar o banco público). O contrário do que está acontecendo agora, esse risco de abertura do capital da Caixa, exatamente o que a gente não quer. Nossa luta é pra manter a coerência do projeto político que escolhemos”, ressaltou a bancária.
Pesadelo do passado?
“Quando entrei na Caixa em 1999, era uma época em que enfrentamos o RH 008, um instrumento que permitia a demissão sem justa causa. Era o maior terrorismo com os empregados. Era a época do FHC e tínhamos muito claro esse horizonte de privatização. Aí entrou o Lula, a Dilma, o clima mudou, a Caixa mudou como banco, cresceu, ficou altamente rentável, lucrativa, somos o terceiro banco do país. Hoje, a Caixa dá muito lucro, faz bem para o país. Então merecemos consideração e respeito”, compara Ana Beatriz.
O dirigente sindical Dionisio Reis fez coro. “A Caixa que defendemos é o banco com um peso econômico e social de extrema importância: 35% do PIB brasileiro passa pela Caixa por meio de pensões, concessões de crédito, contas correntes, entre outras formas. Somos contrários à privatização de qualquer fração desse importante banco público do Brasil. A Caixa 100% pública serve também para regular o mercado financeiro. Na bolsa de valores, a Caixa teria que vender pelo menos 25% das ações para o capital privado, o que consideramos privatização. Vamos combater essa prática.”
Para João (sobrenome preservado), empregado do banco público há apenas dois anos e meio, a preocupação com a privatização não é um pesadelo do passado e sim uma tormenta nos dias atuais. “Estou aqui para defender um banco 100% público, que continue girando em torno dos interesses do país. O papel da Caixa é importante por todas as questões trabalhistas. Seria uma ameaça para toda a sociedade se a Caixa tivesse parte dela privatizada.” (Fonte: Seeb SP)
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