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Resultados dos três maiores instituições privadas do Brasil, em 2014, mostram que eles lucram em qualquer cenário e sempre devolvendo muito pouco à sociedade (Cláudia Motta)
Se a economia vai bem, eles vão bem. Se a economia vai mal, eles vão bem também. Mesmo diante de um crescimento menor do país em 2014 – o PIB subiu apenas 0,2% até o 3º trimestre – os três maiores bancos do Brasil (Itaú, Bradesco e Santander) viram seus lucros aumentarem 23,8% em relação a 2013. Somados, ganharam R$ 41,8 bilhões.
Esse grande resultado, num cenário de estagnação da atividade econômica, inclusive com menor crescimento do crédito, tem relação direta com o corte de despesas administrativas – o que pode ser traduzido, em boa parte, por empregos. Os três, juntos, extinguiram 7.872 postos de trabalho, apesar de verem aumentar sua carteira de clientes.
“Esse é o comportamento das instituições financeiras no Brasil há décadas”, afirma a presidenta do Sindicato d
o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Juvandia Moreira. “Eles ganham em qualquer situação. Se os juros baixam, ganham com crédito. Se o crédito escasseia, cortam despesas”, destaca a dirigente, lembrando que boa parte desses lucros está vinculada ao aumento da taxa Selic e dos ganhos com títulos e valores mobiliários que tiveram crescimento imenso. “Não haveria problema nisso, se essa forma de gestão não prejudicasse tanto a sociedade brasileira, em especial os bancários e clientes. Esses milhares de empregos a menos estão levando uma legião de trabalhadores à loucura com a sobrecarga de trabalho e os clientes a fazerem dos bancos as empresas mais reclamadas do país.”
Juvandia lembra, ainda, dos problemas corriqueiros enfrentados pelos funcionários nas agências bancárias. “Falta ar-condicionado em pleno verão de 30 graus, há dificuldades com água, muitas unidades sofrem com graves falhas na segurança e até na infraestrutura, como fiação exposta, rachaduras que colocam as pessoas em risco. Um setor que ganha tanto, tem mesmo razão de economizar à custa dos bancários e clientes? Claro que não.”
Bradesco
Com lucro de R$ 15,3 bilhões – 25,9% mais que os R$ 12,2 bi de 2013 – o Bradesco reduziu seu número de empregados de 100.489 em dezembro de 2013 para 95.520 em dezembro de 2014. O número de correntistas, por outro lado, cresceu 0,4% chegando a 26,5 milhões.
Itaú
Em 2014, o lucro do Itaú atingiu R$ 20,619 bilhões, crescimento de 30,2% em relação ao ano anterior. O número de empregados caiu de 88.783 para 86.192 entre dezembro de 2013 e 2014. O banco não divulga a quantidade de clientes.
Santander
O lucro de R$ 5,8 bilhões em 2014 significou crescimento de 1,8% nos últimos doze meses para o Santander. Mesmo assim, o banco fechou 312 postos de trabalho no ano de 2014 – de 49.621 para 49.309 empregados, conforme balanço do Brasil. A base de clientes, no entanto, ampliou-se em 1,5 milhão.
“São números que elevam a posição desses bancos, e consequentemente os ganhos dos executivos e acionistas, às alturas” afirma Juvandia. As instituições brasileiras estão entre as 500 marcas mais valiosas do mundo, mantendo o Brasil na oitava colocação no ranking feito pela consultoria britânica Brand Finance em parceria com a revista The Banker. “Tudo que reivindicamos é que os bancos deem uma contrapartida desses ganhos à sociedade, por meio de crédito mais acessível para movimentar a economia, criação de mais empregos bancários e atendimento de qualidade a população. O que não pode é só eles ganharem.” (Fonte: Seeb SP)
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